Um domicílio, uma história, uma vida: espaços de humanização – por Elmis Santos
Nutricionista, formado pela FANUTRI/UEMG, especialista em Nutrição Humana e Saúde pela UFLA, Atuando em Oncologia, nas ONGs + Vida, Centro de Apoio aos Portadores de Câncer e da UNIAP, Unidade de Apoio aos Portadores de Câncer Blog: http://personaldiet-elmis.blogspot.com e Orkut: comunidade humanização oncológica, Palestrante motivacional e humanização em Oncologia.
A personalização do indivíduo está totalmente condicionada a sua condição existencial primária, alicerçada e humanizada, composta de três fatores determinantes: a referência de um lar (domicílio); suas experiências e trajetória de vida (história); e sensibilidade e valores interiores (vida).
Imaginar estabelecer relações sociais, distante desse olhar, é o mesmo que plantar uma semente em terreno árido, esperando colher belos frutos e descansar sob uma boa sombra fresca. Nos momentos de fragilidades existenciais, como por exemplo: situação de doença grave com risco eminente de morte; e perda repentina, trágica e irreparável de alguém ou algo querido.
Precisamos doar nossos ouvidos, doar nosso carinho, prestar nosso cuidado, respeitando seu domicílio, valorizando sua história, contribuindo para o fortalecimento de sua crença e esperança na vida, promovendo assim, a verdadeira humanização. É impressionante a superação do ser humano, quando se tem a sensação de perda do seu lar, vê ameaçada sua história e traz consigo um desejo imensurável de viver.
Por outro lado, é impressionante como indivíduos confortavelmente desligados de seus domicílios, alheios a sua própria história, dando pouco ou nenhum valor à essência das suas existências, que é a vida. Diante do menor problema, essas pessoas logo fraquejam, deixando se consumirem pela chama do desespero e desânimo.













A Humaniza Brasil tem seu projeto de humanização na saúde estabelecido. Nosso trabalho é gerado a partir do desenvolvimento humano, o que solidifica as relações interpessoais, o atendimento com qualidade e a liderança proativa nos locais de trabalho. O estresse na área da saúde necessita de respostas rápidas para mudanças de atitudes nos trabalhadores da saúde e nos gestores. Este trabalho da Humaniza Brasil tem origem nos muitos exemplos de humanização na saúde que tem acontecido no Brasil, após 

Já falamos neste blog que não basta uma boa teoria ou uma excelente política de atendimento para que as coisas na saúde pública ou privada sejam boas. È a tal coisa: não basta ter boas palavras, é preciso ter boas ações. E boas ações não se faz apenas com boa conversa ou com reuniões infindáveis. É preciso se trocar as reuniões infindáveis pelas rodas de conversa, em que o centro de tudo não sejam os egoismos, mas a saúde preventiva, o bom atendimento e o acolhimento verdadeiro.
Há dez anos, a saúde pública (e porque nãodizer também privada) respira uma experssão que, cada dia mais, se torna padrão dentro de hospitais, unidades de saúde e outros ambientes afins: humanização na saúde. Estes dez anos foram marcantes para a realização de muitas experiências de humanização e acolhimento por todo o país. Tanto o poder público, quando a iniciativa privada, concretizaram muitos casos de sucesso em humanização na saúde. Isso ninguém pode negar.
Muito se fala em humanização, atendimento e acolhimento, mas o índice de resolução de conflitos ainda é baixo, mesmo com tantos bons exemplos de trabalhos e projetos de humanização na saúde que existem pelo Brasil. No estado de São Paulo, as secretarias municipais de saúde vão construindo iniciativas próprias de humanização, atendendo sempre as realidades locais.
A Unesp, mais precisamente o Centro de Atendimento Odontológico a Pessoas Portadoras de Deficiência (CAOE), vai puxar o fio… e a cidade de Araçatuba vai se incluir nessa: quinta-feira, dia 18, começa o Movimento de Humanização na Saúde, com a palestra “A arte da humanização na saúde”, seguida de um treinamento de dois dias para todos os servidores do Centro odontológico da Unesp.



