Posts tagged ‘treinamento vivencial’

Humanização na saúde é necessidade, muito mais do que um conjunto de ideias políticas

e-mail marketing 2Há dez anos, a saúde pública (e porque nãodizer também privada) respira uma experssão que, cada dia mais, se torna padrão dentro de hospitais, unidades de saúde e outros ambientes afins: humanização na saúde. Estes dez anos foram marcantes para a realização de muitas experiências de humanização e acolhimento por todo o país. Tanto o poder público, quando a iniciativa privada, concretizaram muitos casos de sucesso em humanização na saúde. Isso ninguém pode negar.

O Governo Federal, nos idos de 2003, criou a Política Nacional de Humanização que, sem dúvida, veio agregar valor ao trabalho que já vinha sendo realizado. A PNH, como é conhecida, formalizou as ideias que já vinham sendo concretizadas, tornando mais orgânico e amplo o trabalho de humanização na saúde. Não há que se negar também que a Política Nacional de Humanização tornou-se um bem público, sem pais, sem donos e sem engessamento. Como bem público, a PNH apenas baliza as experiências quando delimita dispositivos, algo importante para que huamnização na saúde deixe de ser experiência isolada e passe a ser atitude orgânica dos trabalhadores, gestores e profissionais da saúde.

Como não é preciso pedir autorização para ninguém a fim de que se construa ações de humanização na saúde, os municípios vão se transformando em celeiros de ótimas experiências, que seguem princípios, mas não são engessados por ideias que possam deixar tudo no vazio burocrático. Assim, gestores, trabalhadores e profissionais da saúde de todos os cantos do Brasil vão humanizando, acolhendo e ampliando, inclusive, as propostas da Política Nacional de Humanização, que já faz 7 anos existe e, como toda ideia ou princípio, precisa sempre de atualização, já que o mundo se desenvolve rapidamente.

Essas mudanças são possíveis e necessárias, para que a humanização na saúde evolua com o mundo, com as novidades da internet e com as mudanças na gestão de pessoas e na gestão da saúde. Isso é óbvio! Quer saber mais sobre projetos de humanização na saúde, ligue para 14-8153-1885 ou mande e-mail para contato@humanizabrasil.org.br.

Blog da Humaniza Brasil

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Gestão estratégica pode colaborar com humanização na saúde

roda de pessoasMuito se fala em humanização, atendimento e acolhimento, mas o índice de resolução de conflitos ainda é baixo, mesmo com tantos bons exemplos de trabalhos e projetos de humanização na saúde que existem pelo Brasil. No estado de São Paulo, as secretarias municipais de saúde vão construindo iniciativas próprias de humanização, atendendo sempre as realidades locais.

Existem procedimentos interessantes que estão acontecendo e é preciso que estas experiências sejam compartilhadas. O blog da Humaniza Brasil já abriu o espaço para a divulgação de projetos e iniciativas e já divulgou grande número de atividades. Para ocupar este espaço, basta enviar material de divulgação em formato de texto para blog para o e-mail: contato@humanizabrasil.org.br. Talvez o grande segredo de experiências de sucesso que estão despontando, por exemplo, no interior do estado de São Paulo, seja a gestão estratégica auxiliando o trabalho de humanização.

A política de humanização é um patrimônio do povo brasileiro! Assim, as boas ideias e práticas vão se espalhando e colaborando com o Sistema Único de Saúde, o maior sistema de inclusão social do mundo. De nossa parte, vamos colaborando e sempre abrindo este espaço do blog. A rede de humanização na saúde precisa crescer ainda mais.

A grande notícia desta semana aqui da Humaniza Brasil é o Grupo de Estudos de Humanização “David Capistrano”. Mais notícias depois. Entre em contato: 14-8153-1885 ou contato@humanizabrasil.org.br.

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Acolhimento precisa de dinâmica, poder de decisão e compaixão – por Reginaldo Tech

Várias secretarias de saúde, hospitais e unidades de saúde estão experimentando a “porta de entrada com acolhimento”. Não vou aqui teorizar sobre a política nacional de humanização e nem sobre o que pensam os teóricos a respeito do acolhimento. Vou apenas desvelar algumas experiências que estão ocorrendo em várias cidades: positivas e negativas.

Nem vou citar os nomes das cidades, pois não estou fazendo avaliação dos trabalhos, mas apenas mostrando “cases”. A ideia de acolhimento não foi inventada pela política nacional de humanização, mas revelou-se também nos textos pós PNH. Portanto, não se trata de uma mordaça: “tem de ser assim e não pode ser de outro jeito”. Gestores, profissionais e trabalhadores da saúde vem experimentando o acolhimento, talvez para verificar a melhor forma de se fazer… na prática… e não apenas no bla-bla-bla.

floresA recepção das unidades de saúde, sejam públicas, terceirizadas ou privadas, é feita normalmente em um balcão, para onde o usuário se encaminha em busca de consultas, exames ou outras informações. Neste caso, a recepção é estática, sem oferecer o acolhimento com boas vindas. Esta é a forma “normal” que as unidades de saúde utilizam para receber o usuário.

Algumas unidades estão experimentando a recepção com acolhimento (é o que dizem) colocando uma mesa na entrada, com uma pessoa sentada… aguardando os usuários. Este modo é, ainda, um meio termo, pois troca-se um balcão por uma mesa, ficando o “recepcionista” aguardando os acontecimentos.

Mas já existem casos em que existe uma pessoa que tem a vibração do acolhimento, tem poder de decisão e muita compaixão pelos usuários que chegam. Porém, estes usuários não vão para um balcão ou uma mesa, já que o “recepcionista” está ali na porta de entrada e vai ao encontro do usuário, considerando a linha “Como posso ajudar?”.

Este acolhimento é colaborativo… e dinâmico, auxiliando na solução rápida dos problemas, já que este “recepcionista-acolhedor” pode encaminhas usuários, “furando a fila” para os realmente mais necessitados e dando soluções rápitas e objetivas. Este éum dos caminhos para um atendimento acolhedor e com resolução dos conflitos. Experimente!

Quer saber mais, ligue para 14-8153-1885 ou escreva para contato@humanizabrasil.org.br.

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Araçatuba começa movimento de humanização na saúde na Unesp nesta quinta-feira

bexigasA Unesp, mais precisamente o Centro de Atendimento Odontológico a Pessoas Portadoras de Deficiência (CAOE), vai puxar o fio… e a cidade de Araçatuba vai se incluir nessa: quinta-feira, dia 18, começa o Movimento de Humanização na Saúde, com a palestra “A arte da humanização na saúde”, seguida de um treinamento de dois dias para todos os servidores do Centro odontológico da Unesp.

Quando falamos em Movimento, isto significa dizer que o propósito não deve ficar apenas na Unesp, mas ultrapassar os muros e seguir para a cidade. Inicialmente eram 40 pessoas inscritas, porém, vão participar cerca de 15o pessoas, 80 das quais da secretaria de saúde da Prefeitura Municipal de Araçatuba.

O professor Reginaldo Tech, que esteve até a semana passada dando treinamento aos servidores da saúde da Prefeitura Municipal de Arandu, diz que este movimento de humanização na saúde vem crescendo cada dia mais, independente das propostas oficiais, já que “a política nacional de humanização acabou virando um patrimônio do povo brasileiro e em todos os lugares os gestores querem realizar algum trabalho”.

Para a psicóloga Lucia Cirino de Moraes, que trabalha com projetos da Humaniza Brasil, este interesse e os movimentos que vão acontecendo em toda parte, revelam que a humanização na saúde é maior que todos nós, é maior que o Estado e está cada vez mais presente nas unidades de saúde de todos os lugares.

A palestra e o treinamento na Unesp de Araçatuba é apenas o início de um longo trabalho de humanização para usuários e trabalhadores da saúde. Quer saber mais, ligue para 14-8153-1885 ou mande e-mail para contato@humanizabrasil.org.br.

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Humanização do atendimento odontológico a pacientes portadores de deficiência vai acontecer na Unesp de Araçatuba

unesp araçatubaA Faculdade de Odontologia da Unesp, campus de Araçatuba, vai oferecer nos próximos dias 18 e 19 de fevereiro um treinamento para humanizar o atendimento para as pessoas com deficiência. O treinamento vai ser dado pela  Humaniza Brasil. O curso vai ser oferecido aos 40 profissionais do Centro de Assistência Odontológica à Pessoa com Deficiência (Caoe), ou “Centrinho”, como é popularmente conhecido.

O curso conjuga teoria e prática para promover um atendimento ainda mais atencioso, aperfeiçoando o serviço oferecido pelo Caoe desde 1984. O “Centrinho” foi pioneiro no País ao dar atendimento odontológico às pessoas com diversos tipos de deficiência mental. Em 1991, teve seu trabalho reconhecido pela Organização dos Estados Americanos (OEA). Atualmente, a unidade tem mais de 9 mil pacientes cadastrados, provenientes de diversos estados brasileiros e de países como Bolívia, Peru e Portugal.

O treinamento
segue as diretrizes da Política Nacional de Humanização, do Ministério da Saúde. Essa política existe desde 2003 para qualificar o atendimento por meio de trocas solidárias entre gestores, funcionários e usuários do Sistema Público de Saúde (SUS).

Segundo a organizadora do curso e agente administrativa do Caoe, Maria Cristina Storti Rasteiro, nem todo profissional de odontologia está preparado para tratar esse tipo de paciente.  “A pessoa com deficiência, muitas vezes, apresenta complicações no organismo que podem dificultar o atendimento, como problemas pulmonares e cardíacos ou impossibilidade de tomar certos medicamentos”, explica.

Por isso, o trabalho deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar que possa dar o suporte necessário ao cirurgião-dentista. Trabalham no “Centrinho” profissionais de diferentes áreas como dentistas, médicos, assistente social, psicóloga, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudióloga, enfermeiras, auxiliares de enfermagem, auxiliares de odontologia e funcionários da área administrativa e da recepção. Além dos atendimentos prestados, a equipe também mantém intercâmbio cultural e científico com instituições nacionais e internacionais.

“Quando o centrinho
foi criado, alguns pacientes chegavam aqui com problemas bucais agravados pela demora no atendimento, comprometendo a saúde como um todo”, diz Maria Cristina. Isso acontecia porque os dentistas não conseguiam atendê-los e os familiares não sabiam a quem recorrer. Hoje, o centro realiza não apenas procedimentos de emergência, mas também o acompanhamento periódico dos pacientes.

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Humaniza Brasil inicia movimento de humanização na saúde em Arandu/SP

A cidade paulista de Arandu começou na noite desta quinta-feira, dia 4 de fevereiro, um movimento pela humanização na saúde. O movimento recebeu o nome de Humaniza-Ação e quer abrir espaço para a melhoria do atendimento na saúde, com humanização e acolhimento, além de buscar soluções para as situações de atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde – SUS.

O movimento começou com uma palestra do professor Reginaldo Tech, da Humaniza Brasil, para lideranças da secretaria de saúde e amanhã, sexta-feira, tem continuidade com trabalhadores da secretaria de saúde e do hospital municipal. O treinamento de amanhã é sobre atendimento, humanização e acolhimento.

Segundo o professor Reginaldo Tech “este trabalho tem um começo mas não tem um fim, já que os resultados são obtidos a curto e a médio prazo, sempre contando com o engajamento de todo o pessoal da saúde”. Na próxima semana, haverá  a palestra “A arte da humanização na saúde”, além da continuidade dos treinamentos de atendimento e de liderança.

Leia mais no blog do professor Reginaldo Tech. E se quiser saber mais sobre projetos especiais para saúde, educação e qualidade de vida, ligue para 14-8153-1885 ou mande e-mail para contato@humanizabrasil.org.br

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Humanização na saúde pode começar com treinamento vivencial com foco na participação e no acolhimento – por Reginaldo Tech

IMG_0105Após 10 anos de projetos, trabalhos e experiências em humanização na saúde, tanto nos organismos públicos, quanto na iniciativa privada, podemos dizer que humanização e acolhimento realmente é o caminho. A Humaniza Brasil tem publicado posts de variados autores, ligados ou não à nossa organização, que ampliam essa discussão. Podemos dizer que, hoje, mesmo com a existência de uma política nacional de humanização, não há uma “receita pronta” de humanização na saúde, mas experiências variadas que modificam o atendimento nas unidades de saúde de todo o Brasil.

Todas as experiências que vem acontecendo demonstram a necessidade de uma visão mais humanizada e acolhedora em todos os sentidos e de todas as pessoas envolvidas. Gestores, profissionais, trabalhadores da saúde, administradores e até os usuários são participantes desta corrente. Existem ricas experiências em humanização na saúde por todo o Brasil, realizadas com ou sem ajuda oficial. As redes de produção de saúde se espalham por todo o país, sem que exista um “dono” desse trabalho.

Isto é o mais importante: disseminar experiências, compartilhar situações, aumentar a qualidade de atendimento, perceber a importância de uma rede que seja inclusiva e não exclusiva. Essa rede de produção de saúde é gerada pelo cotidiano, pelas atitudes eficazes e pelo trabalho em equipe. Em muitos lugares tudo isto é, ainda, apenas um sonho, porém, as experiências demonstram que tudo se modifica. Abslutamente tudo! Um bom começo para tudo isto seria a realização de treinamentos em desenvolvimento humano direcionados à humanização e acolhimento.

Assim, falar em humanização na saúde não pode ser exclusividade de um ou de outro, mas da sociedade como um todo, incluindo-se aí os poderes constituídos, já que é dever do Estado dar saúde de qualidade para a população. Um primeiro passo em cidades onde a humanização na saúde ainda é distante poderia ser mudar o foco dentro da questão financeira: ao invés de se dizer “gastamos tal importância na saúde”, pode-se dizer “investimos tal importância na saúde… para o bem da população”. Investimentos que devem, inclusive disponibilizar melhores salários para os trabalhadores da saúde.

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Humanização de seres humanos. Contraditório, mas necessário para a nossa saúde! – por Elisangela Cristina dos Santos

acala5(Secretária, trabalha em call Center há dois anos, desenvolve projetos e defende qualidade de vida e humanização para seus colegas de trabalho. Mora em São Bernardo do Campo/SP)

Hoje trabalho no call center de uma multinacional, onde luto constantemente e defendo a HUMANIZAÇÃO do atendimento para a qualidade de vida no trabalho. Acredito que valorizando o lado HUMANO do ser, podemos abrir um leque de possibilidades! E aprendi com um grande dramaturgo, Augusto Boal, que o Infinito também é para Dentro.

Não consigo ver
qualidade de vida, por exemplo, para um teleoperador, se não humanizarmos e investirmos na saúde para o bem estar do colaborador. Neste segmento, podemos trabalhar no plano físico, emocional e intelectual, produzindo qualidade de vida para o ambiente de trabalho, que é, na maioria das vezes, estressante, cansativo e competitivo. As pessoas acabam trabalhando em um ambiente hostil, o que causa baixa produtividade e dias de trabalho perdidos.

Muitos dos mais
incômodos e custosos problemas de saúde no trabalho são decorrentes dos altos níveis de estresse. Isto algumas pesquisas científicas indicam. Surgem, então, problemas físicos associados, por exemplo, à rotina nada ergonnômica dos trabalhadores, que ficam sentados por longos períodos de tempo, o que faz surgir lesões por esforço repetitivo.

Trabalhei durante sete anos em uma ONG, com pessoas extraordinárias, que me fizeram conhecer o verdadeiro sentido da expressão Ser Humano. Hoje, posso dizer com toda certeza que não vou parar, enquanto não colaborar para humanizar o trabalho em uma empresa call center e fazer com que os meus superiores percebam que o maior bem de uma empresa são as pessoas.

Estou nessa empresa para deixar a minha marca e contribuir para a saúde de todos. É por isso que acredito no desenvolvimento humano, que é o meio mais rápido e concreto de se modificar atitudes e comportamentos. Aprendi isso em cursos e bons trabalhos na área… e é por isso que acredito na humanização na saúde.

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Humanização e velhice: qualidade de vida na saúde – por Joana Carolina Paro

Joana Blog2

(psicóloga transpessoal e poeta, tem o blog Elogio à vida. Especializada em biopsicologia pelo Instituto Visão Futuro; em violência doméstica pela USP; em psicologia transpessoal pelo Instituto Humanizatis de Campinas. Proprietária da Ânima Núcleo de Desenvolvimento. Mora em Penápolis e participa dos projetos da Humaniza Brasil)

A gente nunca pensa em envelhecer enquanto é jovem. A gente sempre acha que ainda é jovem para pensar em envelhecer. Temos medo… Pavor… Horror só em pensar ! Alguns, não todos, claro! Conheço inúmeras pessoas que envelhecem magnificamente, aceitando e superando as limitações de seu tempo. Pessoas que vão pelo caminho sempre revendo conceitos e valores, tornando-se menos preconceituosas, menos moralistas, mais flexíveis, que seguem transformando todo o conhecimento de uma vida em sabedoria de viver em equilíbrio consigo mesmas, com os outros e com o universo. Sem julgamentos. Amorosamente acolhendo as imperfeições humanas e proporcionando harmonia ao mundo.

Diz um ditado que morremos como vivemos. Então, temos que nos ocupar de como estamos vivendo e não nos pré-ocupar de como ou quando morreremos. É isso que faz a diferença, saber que fazemos nossas escolhas.
A expectativa de vida aumentou e o mercado está transbordando de ofertas de como não envelhecer, ou melhor, não desenvolver as doenças da velhice.

Estamos cansados de saber sobre a necessidade de dieta equilibrada, exercícios físicos, interesses diversificados para manter os neurônios em atividade, amigos verdadeiros, família solidária, algum lazer, se possível um amor sensual sem conflitos, isso para manter a qualidade de vida na velhice. Tudo isso dá um imenso trabalho! Cuidados constantes, diários, rotineiros, durante a jornada inteirinha.

Envelhecer com juventude é um grande lance! Acredito que isso é possível e, para mim, significa envelhecer com alegria e entusiasmo pela vida. É estar aberto às novas formas de cultura renovada pelas gerações. Experimentar tudo que a vida oferece dentro das suas condições, conhecer seus limites e fazer deles cercas vivas cultivadas com primaveras num belo jardim.

Significa adquirir o direito de fazer arte sem preocupar-se com o sucesso e as críticas, pelo simples prazer de ver as horas passarem descobrindo seus próprios traços, suas cores, sua poética de expressão na vida. Ir ao encontro do EU maior que nos habita…

Envelhecer com juventude é cultivar o amor incondicional a serviço do outro como instrumento de transformação do mundo. Ensinar as crianças e os jovens o valor de servir com amor a toda a humanidade. Ser revolucionário na sua linguagem de paz.

Envelhecer com juventude é transcender as aparências e as limitações e penetrar na alma da vida, no seu verdadeiro sentido, nas esferas mais sutis da consciência do eterno mistério da existência. Ter juventude é caminhar como quem dança, sonhar como criança e amar, amar e amar… e isto tudo é humanizar a nossa saúde!

marketing 2010 B

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Humanização na saúde pode ser feita através de desenvolvimento humano – por Lucia Cirino de Moraes

lu2(psicóloga transpessoal, formada pela Unesp/Bauru, com especialização em biopsicologia pelo Instituto Visão Futuro e desenvolvimento humano pelo Instituto Al-Tay, da Sibéria/Rússia. É também instrutora de yoga e meditação; e participa dos trabalhos da Humaniza Brasil)

Muito se fala hoje em humanização, principalmente humanização na saúde. Os governos federal e estadual têm programas específicos para a questão da humanização, que vão modificando realidades e formando pessoas, que passam a “pensar” a saúde de uma forma humanizada. Outro dia, ouvi no HumanizaCast o secretário da saúde de Bauru, Dr. Fernando Monti, falando algo como: ” quando o paciente chega na unidade de saúde com um problema de fígado, o profissional que o atende não pode atender um fígado, mas uma pessoa por inteiro, com sentimentos e sensações”.

Este deve ser mesmo o grande problema da saúde no Brasil, seja oública ou privada: a visão individual daquele que cuida do paciente. Não acredito que resoluções burocráticas ou grupos de discussão resolvam sozinhos esta grave questão. Acredito, mesmo porque trabalho com isto, que é o desenvolvimento humano o caminho para melhorar estas relações tão conflituosas, como a relação profissional-paciente.

Porém, há que se refletir sobre qual trabalho de desenvolvimento humano pode e deve ser feito com os profissionais, trabalhadores da saúde. Desenvolver pessoas é trabalhar o íntimo e recuperar a auto-estima, olhar para o ser de uma forma integral e não apenas olhar para os seus problemas. Desenvolver pessoas é sair da rotina racionalista dos projetos, propostas e protocolos, repensando a individualidade, o eu e o ego.

O trabalhador da saúde é ser humano (isto é óbvio) e precisa ter não apenas seus pensamentos trabalhados, como acontece nas rodas de debates e conversas, mas também seus sentimentos, sentidos e emoções “retrabalhadas”. É também assim que se vê o ser humano de forma integral.

Portanto, assim como o médico, secretário de saúde, Dr. Fernando Monti, colocou a questão de não se ver o paciente apenas com o foco na sua doença, deixando de lado o ser integral, o trabalho de humanização também deve olhar o trabalhador da saúde como um ser integral possibilitando, por exemplo, que o seu estresse diário seja usado a seu favor e não contra ele e contra todos.

Blog da Humaniza Brasil

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