Posts tagged ‘saúde’

Vacinação contra a gripe suína começa no Brasil

Hoje, em todo o Brasil, começou a vacinação conta a gripe suína. Dentre as cinco etapas da imunização, o grupo formado pelos profissionais de saúde e população indígena será o primeiro.

De 22 deste mês a 21 de maio, 60 mil postos de vacinação estarão abertos para gestantes, crianças com idades entre 6 meses e 2 anos, pessoas com doenças crônicas, jovens de 20 a 29 anos, idosos e adultos de 30 a 39. Com 113 milhões de doses disponíveis, o Ministério da Saúde espera vacinar 91 milhões de brasileiros.

Hoje, o site do Ministério da Saúde (www.saude.gov.br) deve disponibilizar um link para que as pessoas se cadastrem e recebam, por e-mail, um lembrete sobre a data de vacinação. Na rede particular, a dose deve ser oferecida no fim de maio. As informações são do Jornal da Tarde.
Confira o calendário:
- De 08/03 a 19/03: profissionais da saúde e indígenas;
- De 22/03 a 02/04: gestantes, doentes crônicos e crianças de 6 meses a 2 anos de idade;
- 05/04 a 23/04: população de 20 a 29 anos;
- 24/04 a 07/05: início da campanha de vacinação do idoso;
- 10/05 a 21/05: imunização da população de 30 a 39 anos.

Blog da Humaniza Brasil

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O que você fizer, eu tô dentro!

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Humanização na saúde pode começar com treinamento vivencial com foco na participação e no acolhimento – por Reginaldo Tech

IMG_0105Após 10 anos de projetos, trabalhos e experiências em humanização na saúde, tanto nos organismos públicos, quanto na iniciativa privada, podemos dizer que humanização e acolhimento realmente é o caminho. A Humaniza Brasil tem publicado posts de variados autores, ligados ou não à nossa organização, que ampliam essa discussão. Podemos dizer que, hoje, mesmo com a existência de uma política nacional de humanização, não há uma “receita pronta” de humanização na saúde, mas experiências variadas que modificam o atendimento nas unidades de saúde de todo o Brasil.

Todas as experiências que vem acontecendo demonstram a necessidade de uma visão mais humanizada e acolhedora em todos os sentidos e de todas as pessoas envolvidas. Gestores, profissionais, trabalhadores da saúde, administradores e até os usuários são participantes desta corrente. Existem ricas experiências em humanização na saúde por todo o Brasil, realizadas com ou sem ajuda oficial. As redes de produção de saúde se espalham por todo o país, sem que exista um “dono” desse trabalho.

Isto é o mais importante: disseminar experiências, compartilhar situações, aumentar a qualidade de atendimento, perceber a importância de uma rede que seja inclusiva e não exclusiva. Essa rede de produção de saúde é gerada pelo cotidiano, pelas atitudes eficazes e pelo trabalho em equipe. Em muitos lugares tudo isto é, ainda, apenas um sonho, porém, as experiências demonstram que tudo se modifica. Abslutamente tudo! Um bom começo para tudo isto seria a realização de treinamentos em desenvolvimento humano direcionados à humanização e acolhimento.

Assim, falar em humanização na saúde não pode ser exclusividade de um ou de outro, mas da sociedade como um todo, incluindo-se aí os poderes constituídos, já que é dever do Estado dar saúde de qualidade para a população. Um primeiro passo em cidades onde a humanização na saúde ainda é distante poderia ser mudar o foco dentro da questão financeira: ao invés de se dizer “gastamos tal importância na saúde”, pode-se dizer “investimos tal importância na saúde… para o bem da população”. Investimentos que devem, inclusive disponibilizar melhores salários para os trabalhadores da saúde.

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Humanização de seres humanos. Contraditório, mas necessário para a nossa saúde! – por Elisangela Cristina dos Santos

acala5(Secretária, trabalha em call Center há dois anos, desenvolve projetos e defende qualidade de vida e humanização para seus colegas de trabalho. Mora em São Bernardo do Campo/SP)

Hoje trabalho no call center de uma multinacional, onde luto constantemente e defendo a HUMANIZAÇÃO do atendimento para a qualidade de vida no trabalho. Acredito que valorizando o lado HUMANO do ser, podemos abrir um leque de possibilidades! E aprendi com um grande dramaturgo, Augusto Boal, que o Infinito também é para Dentro.

Não consigo ver
qualidade de vida, por exemplo, para um teleoperador, se não humanizarmos e investirmos na saúde para o bem estar do colaborador. Neste segmento, podemos trabalhar no plano físico, emocional e intelectual, produzindo qualidade de vida para o ambiente de trabalho, que é, na maioria das vezes, estressante, cansativo e competitivo. As pessoas acabam trabalhando em um ambiente hostil, o que causa baixa produtividade e dias de trabalho perdidos.

Muitos dos mais
incômodos e custosos problemas de saúde no trabalho são decorrentes dos altos níveis de estresse. Isto algumas pesquisas científicas indicam. Surgem, então, problemas físicos associados, por exemplo, à rotina nada ergonnômica dos trabalhadores, que ficam sentados por longos períodos de tempo, o que faz surgir lesões por esforço repetitivo.

Trabalhei durante sete anos em uma ONG, com pessoas extraordinárias, que me fizeram conhecer o verdadeiro sentido da expressão Ser Humano. Hoje, posso dizer com toda certeza que não vou parar, enquanto não colaborar para humanizar o trabalho em uma empresa call center e fazer com que os meus superiores percebam que o maior bem de uma empresa são as pessoas.

Estou nessa empresa para deixar a minha marca e contribuir para a saúde de todos. É por isso que acredito no desenvolvimento humano, que é o meio mais rápido e concreto de se modificar atitudes e comportamentos. Aprendi isso em cursos e bons trabalhos na área… e é por isso que acredito na humanização na saúde.

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Humanização e velhice: qualidade de vida na saúde – por Joana Carolina Paro

Joana Blog2

(psicóloga transpessoal e poeta, tem o blog Elogio à vida. Especializada em biopsicologia pelo Instituto Visão Futuro; em violência doméstica pela USP; em psicologia transpessoal pelo Instituto Humanizatis de Campinas. Proprietária da Ânima Núcleo de Desenvolvimento. Mora em Penápolis e participa dos projetos da Humaniza Brasil)

A gente nunca pensa em envelhecer enquanto é jovem. A gente sempre acha que ainda é jovem para pensar em envelhecer. Temos medo… Pavor… Horror só em pensar ! Alguns, não todos, claro! Conheço inúmeras pessoas que envelhecem magnificamente, aceitando e superando as limitações de seu tempo. Pessoas que vão pelo caminho sempre revendo conceitos e valores, tornando-se menos preconceituosas, menos moralistas, mais flexíveis, que seguem transformando todo o conhecimento de uma vida em sabedoria de viver em equilíbrio consigo mesmas, com os outros e com o universo. Sem julgamentos. Amorosamente acolhendo as imperfeições humanas e proporcionando harmonia ao mundo.

Diz um ditado que morremos como vivemos. Então, temos que nos ocupar de como estamos vivendo e não nos pré-ocupar de como ou quando morreremos. É isso que faz a diferença, saber que fazemos nossas escolhas.
A expectativa de vida aumentou e o mercado está transbordando de ofertas de como não envelhecer, ou melhor, não desenvolver as doenças da velhice.

Estamos cansados de saber sobre a necessidade de dieta equilibrada, exercícios físicos, interesses diversificados para manter os neurônios em atividade, amigos verdadeiros, família solidária, algum lazer, se possível um amor sensual sem conflitos, isso para manter a qualidade de vida na velhice. Tudo isso dá um imenso trabalho! Cuidados constantes, diários, rotineiros, durante a jornada inteirinha.

Envelhecer com juventude é um grande lance! Acredito que isso é possível e, para mim, significa envelhecer com alegria e entusiasmo pela vida. É estar aberto às novas formas de cultura renovada pelas gerações. Experimentar tudo que a vida oferece dentro das suas condições, conhecer seus limites e fazer deles cercas vivas cultivadas com primaveras num belo jardim.

Significa adquirir o direito de fazer arte sem preocupar-se com o sucesso e as críticas, pelo simples prazer de ver as horas passarem descobrindo seus próprios traços, suas cores, sua poética de expressão na vida. Ir ao encontro do EU maior que nos habita…

Envelhecer com juventude é cultivar o amor incondicional a serviço do outro como instrumento de transformação do mundo. Ensinar as crianças e os jovens o valor de servir com amor a toda a humanidade. Ser revolucionário na sua linguagem de paz.

Envelhecer com juventude é transcender as aparências e as limitações e penetrar na alma da vida, no seu verdadeiro sentido, nas esferas mais sutis da consciência do eterno mistério da existência. Ter juventude é caminhar como quem dança, sonhar como criança e amar, amar e amar… e isto tudo é humanizar a nossa saúde!

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Humanização na saúde é a única saída – por Wilson Martins

wilson martins(Administrador de empresas, gestor de recursos humanos, 12 anos na área da saúde e 3 anos como gerente de secretaria de saúde municipal, parceiro da Humaniza Brasil)

Parece um absurdo falar em humanizar a atividade humana, no entanto, a sociedade vive tristes aspectos de selvageria. Sofre pelas graves violências cotidianas, das favelas, morros, ruas e até domésticas.

No caso de humanização da saúde temos que desenvolver um intenso trabalho no âmbito clínico/hospitalar para combater a insensibilidade, o processo de anestesiamento dos profissionais da saúde. De tanto ver gente sofrer, gemer e morrer já não mais impressiona e nem comove, tudo parece e é vivido como simples casos de rotina. Só que cada um tem sua dor, seu sofrimento, emoções e preocupações de forma individual e personalizada.

É pre ciso que o servidor público/funcionário entenda que, normalmente, não lida com pessoas comuns que estão felizes, mas sim, com pessoas que trazem atrás de si uma bagagem de sofrimentos, seja esse passageiro ou não, mas o certo é que estão sofrendo toda sorte de infelicidades, pressão, pobreza, miséria e um enorme medo e descrédito dos serviços públicos de saúde.

O funcionário/servidor público de uma policlínica, posto de saúde, clínica ou hospitais privados é conscientizado no curso de Humanização da Saúde que, toda pessoa, independentemente da sua cultura e da sua condição social, ao adoecer, ao se submeter a uma cirurgia, ao ocupar uma maca na emergência ou leito na CTI/UTI, fica profundamente fragilizada, sente insegurança, medo de sofrer e morrer. Nessas circunstâncias, mais do que nunca necessita de apoio, presença e carinho humano. É também o momento em que passa a lembrar de Deus, do qual, talvez viveu esquecida.

Muitas vezes, “Mais que de máquinas, necessitamos de humanidade. Mais do que de inteligência, necessitamos de afeição”. Charlie Chaplin. ..

Muitas dessas pessoas, além das doenças que as afligem, são pessoas excluídas do sistema, permanentemente desempregadas, passando necessidades, com baixa auto- estima, em sua grande maioria viciada em álcool, (que às vezes está cobrando o preço de viver uma vida desregrada), sem perspectivas de dias melhores, sem esperanças, apenas tem um dia a após o outro, enfim, são pessoas que não tem qualidade de vida.

As vidas dessas já são um inferno devido as péssimas condições em que vivem. Chegam ao serviço de saúde e se deparam com um quadro constante: funcionário desmotivado, baixos salários, falta de treinamento, falta de medicamentos básicos, ambulâncias, sendo que, em todo o Brasil, salvo raras exceções, a população tem péssima impressão dos funcionários dos serviços de saúde.

A falta de empenho, despreparo e vontade dos gerentes e agentes políticos fazem com que os funcionários que lidam diariamente com recepção, encaminhamentos e cuidados desses pacientes os tratem com descasos. Para as pessoas que necessitam cuidar da sua saúde acontecem péssimos tratamentos, demoras e enormes custos, com as consequências que bem conhecemos: agravamento de sua saúde, maior custo para o serviço de saúde e até óbito do paciente, simplesmente por demoras desnecessárias.

Tudo isso pode e deve ser evitado com ganhos reais para todos os atores envolvidos, seja o gestor público, funcionários/servidores e pacientes, desde que se faça constantemente treinamento, palestras, cursos de Humanização da Saúde em que os funcionários/servidores sejam chamado a “atuarem” até com a aplicação da Lei do Menor Esforço, diminuindo assim, o estresse e doenças ligadas a esse, tão comuns no servidor público, responsáveis, por faltas e afastamento da parte dos funcionários/servidores.

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Humanização na saúde custa muito? – por Cintia de Melo

cintia 1

(Estudante de comércio Exterior  na Fatec/Americana, Intercambista no momento, estudando gestão comercial na Universidade do Texas, Professora de inglês para estrangeiros e morando em San Antonio, Texas/EUA)

Ao pisar no aeroporto de Guarulhos,algumas horas antes de embarcar com destino aos E.U.A, reparei que várias pessoas usavam aquela famosa máscara , por medo de contrair o famoso vírus h1n1. Naquele momento, percebi que a situação era real. Será que  eu devia me preocupar?

Cheguei aqui nos Estados Unidos em um calor que girava entre 40 e 43 graus todos os dias. E os alertas começaram a aparecer. No rádio, na televisão e nas ruas. A gripe suína chegou com tudo por aqui. Mas diferente do Brasil, aqui as pessoas não fazem um tremendo escândalo. Não tentam comparar com a antiga peste negra. E acredito que parte disso seja porque se eles precisarem de apoio, sabem que terão onde procurar.

Certa manhã, acordei com náuseas, dor de cabeça e febre. E pensei : “Será?” . Pela primeira vez,  fui a um hospital no exterior. Chegando lá, a primeira coisa que procurei foi alguma fila ou cadeira para sentar e esperar, como de costume no Brasil.

Imediatamente, uma mulher veio até mim, muito simpática e sorridente. Pegou algumas informações, perguntou o motivo da visita e já me encaminhou para um consultório. Expliquei tudo ao médico, ele me pediu alguns exames, e  me entregou alguns remédios gratuitamente.

Demoraria algumas horas até que os exames ficassem prontos. Aguardando em casa, recebi uma ligação. Era o mesmo médico que me atendeu, dizendo: “Fico muito feliz em te dizer que você está livre do vírus, mas continue tomando os remédios, e se tiver alguma dúvida pode me ligar. Tenha um bom dia”. Esta foi a maneira acolhedora e humanizada que recebi no tratamento da minha saúde.

Isso me fez pensar como tudo isso funciona no Brasil. Acredito que a área de saúde tem melhorado no Brasil, mas ainda temos uma longa caminhada pela frente.  Gostaria muito que na minha pátria amada as coisas funcionassem do mesmo jeito que funcionam nos Estados Unidos. A minha saúde naquele momento melhorou 60 % apenas por causa do modo como fui atendida e de toda atenção que recebi. Percebi o que é humanização na saúde.

Sei que estou um pouco errada em querer comparar os dois países, mas de tudo, o que mais me chamou atenção foi  a forma como fui tratada, mesmo sendo estrangeira. E eu me pergunto: quanto custa aos cofres públicos o profissional da saúde atender de forma humanizada e acolhedora? Tomara que um dia o nosso país alcance tamanha excelência nessa área tão importante para o desenvolvimento do país.

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Humanização na saúde é discutida no Grupo de Estudos “David Capistrano”

david o guerreiro

Quem está acostumado aos tradicionais métodos de reunião de grupos de estudos, vai achar muito diferente o Grupo que discute humanização na saúde da Humaniza Brail, batizado com o nome de um dos mais importantes médicos sanitaristas que o Brasil já teve: David Capistrano da Costa Filho. É que o funcionamento do grupo é dinâmico, como todos os trabalhos da Humaniza Brasil.

Funcionando o tempo todo, o grupo é responsável pelas publicações dos colaboradores aqui no blog e mantém com todos eles uma conversa cotidiana, objetivando a troca de experiências, tão importante no mundo colaborativo. Acreditamos que isto colabora com os extensos trabalhos de humanização na saúde que acontecem em todo o Brasil. As reuniões, inclusive com participação virtual via skype, começam a acontecer na próxima sexta-feira, dia 15 de janeiro… e o primeiro texto que o pessoal já está estudando é o excelente artigo da Dra. Eliana Ribas sobre os 10 anos de humanização na saúde no Brasil. Participe!

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Humanização na saúde precisa fazer o Homem se sentir mais humano

A Humaniza Brasil está publicando artigos de diversos colaboradores sobre humanização na saúde e qualidade de vida, mas neste sábado queremos compartilhar uma propaganda de 30 segundos que vale mais do que mil palavras. É um filme da Sony Vaio, que tematiza a tecnologia, mas abre espaço para a questão dos sentidos humanos. Assista e reflita como é importante que os projetos em humanização na saúde alcancem os sentidos humanos para terem melhores resultados. Depois, leia os artigos e conheça os projetos da Humaniza Brasil.

marketing 2010 B Entre também no blog www.reginaldotech.com.br

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Humanização na saúde e gestão estratégica

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