Sou um cuidador… e também um observador. Esta semana, com em várias outras ocasiões, cuidei de dois pacientes, que precisaram de atendimento médico-hospitalar. Como foram dois casos, busquei o atendimento, inclusive como forma de experiências diferentes, em um convênio médico e no SUS. No caso do atendimento por convênio, busquei atendimento na Beneficência Portuguesa; e no atendimento pelo SUS fui até o Hospital de Base. Os dois hospitais ficam em Bauru.
Vou relatar um pouco do que observei, até como forma de colaboração para os serviços de saúde. Beneficência por convênio e HB pelo SUS: a demora e a mesma. Nos dois casos, fiquei com os pacientes durante cerca de 4 horas, entre consulta médica, exames, raio-x e retorno, para posterior liberação. A burocracia e o excesso de pacientes, procedimentos e serviços são algumas causas dessa demora.
Outro fato idêntico foi o atendimento dos médicos. Com os dois pacientes, os médicos fizeram o de sempre: Bom dia! Algumas perguntas de praxe e o trabalho médico habitual, de certa forma algo automatizado, sem um toque de acolhimento, mas de maneira muito profissional, esclarecedora e assertiva. Este certo vazio entre o profissionalismo racionalista e o acolhimento emocionalista é um dos pontos de grande discussão nas pesquisas sobre humanização na saúde.
Às vezes penso que essa maneira prática dos médicos é um facilitador para o atendimento… e às vezes, percebo que o acolhimento seria o diferencial que agregaria valor ao trabalho. Assim como acontece com os demais trabalhadores da saúde, incluindo profissionais e demais colaboradores, como motoristas, recepcionistas, copeiras e serventes, percebo também que é necessário o treinamento e o monitoramento, a médio e longo prazos, em humanização e acolhimento.
Até aqui, tudo igual… mas, vamos às diferenças, que consolidam o SUS que dá certo e o SUS que não dá certo; e comparam o atendimento por convênio que supera expectativas com a atendimento por convênio que se iguala ao SUS que não dá certo. E querem saber qual a primeira diferença? No quesito estrutura de atendimento pelo convênio: salas bem iluminadas; cadeiras com maior conforto; processo de atendimento otimizado e assertivo; praticidade no atendimento aos procedimentos solicitados pelos médicos; e organização um pouco mais adequada. Já no atendimento pelo SUS: salas mal iluminadas; cadeiras desconfortáves; processo de atendimento arcaico e com falhas; falta de informações rápidas no atendimento aos procedimentos médicos; e organização inadequada.
Assim, de forma bem objetiva, deixo observações comparativas sobre o que podemos encontrar quando escolhemos uma das duas formas de ajuda médico-hospitalar. Se de um lado, os serviços oferecidos pelo SUS precisam de um grande ajuste na estrutura de atendimento; de outro, os convênios médicos precisam otimizar o tempo de atendimento. Voltaremos ao assunto.
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(Escrito por Reginaldo Tech)