Posts tagged ‘qualidade de vida’

Gestão estratégica pode colaborar com humanização na saúde

roda de pessoasMuito se fala em humanização, atendimento e acolhimento, mas o índice de resolução de conflitos ainda é baixo, mesmo com tantos bons exemplos de trabalhos e projetos de humanização na saúde que existem pelo Brasil. No estado de São Paulo, as secretarias municipais de saúde vão construindo iniciativas próprias de humanização, atendendo sempre as realidades locais.

Existem procedimentos interessantes que estão acontecendo e é preciso que estas experiências sejam compartilhadas. O blog da Humaniza Brasil já abriu o espaço para a divulgação de projetos e iniciativas e já divulgou grande número de atividades. Para ocupar este espaço, basta enviar material de divulgação em formato de texto para blog para o e-mail: contato@humanizabrasil.org.br. Talvez o grande segredo de experiências de sucesso que estão despontando, por exemplo, no interior do estado de São Paulo, seja a gestão estratégica auxiliando o trabalho de humanização.

A política de humanização é um patrimônio do povo brasileiro! Assim, as boas ideias e práticas vão se espalhando e colaborando com o Sistema Único de Saúde, o maior sistema de inclusão social do mundo. De nossa parte, vamos colaborando e sempre abrindo este espaço do blog. A rede de humanização na saúde precisa crescer ainda mais.

A grande notícia desta semana aqui da Humaniza Brasil é o Grupo de Estudos de Humanização “David Capistrano”. Mais notícias depois. Entre em contato: 14-8153-1885 ou contato@humanizabrasil.org.br.

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A humanização como preceito na arte de cuidar – por Elmis Santos

elmis 2(Nutricionista, formado pela FANUTRI/UEMG, especialista em Nutrição Humana e Saúde pela UFLA, Atuando em Oncologia, nas ONGs,+ Vida, Centro de Apoio aos Portadores de Câncer e da UNIAP, Unidade de Apoio aos Portadores de Cânce Blog: http://personaldiet-elmis.blogspot.com e Orkut: comunidade humanização oncológica. Palestrante Motivacional)

Considerar o cuidar uma arte, parece ser um conceito antagônico ao que normalmente temos como cuidar, em especial no trato com a saúde humana. Porém, uma das abordagens conceituais de arte, o dicionário Aurélio cita arte, como; “Modo pelo qual se obtém êxito; expressão de um ideal de beleza nas obras humanas”.

Nesse contexto, cuidar desprendido de interesse meramente material, com observância dos preceitos éticos, cultivando uma melhoria na qualidade das diversas relações humanas, é o mais especial exercício da arte do acolhimento e cuidado em saúde, desde que se respeite a subjetividade do outro, frente à situação atual de fragilidade.

Na prática, isso só se torna possível, a partir de um esforço conjunto de uma equipe multidisciplinar, familiares e cuidadores, todos em prol de um objetivo comum que é o bem estar e a reabilitação da saúde do outro.

Esse nobre sentimento de doação incondicional a causa do outro, é que faz de todos os profissionais de saúde, comprometidos com a promoção do bem estar e melhoria da qualidade de vida do ser humano, contrários a tradicional, arcaica e até desumana forma de tratamento dispensada a aqueles que necessitam de cuidados, tornar o cuidar, o verdadeiro cuidar humanizado, uma das, mais belas obras de arte da atualidade.

Blog da Humaniza Brasil

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Humaniza Brasil inicia movimento de humanização na saúde em Arandu/SP

A cidade paulista de Arandu começou na noite desta quinta-feira, dia 4 de fevereiro, um movimento pela humanização na saúde. O movimento recebeu o nome de Humaniza-Ação e quer abrir espaço para a melhoria do atendimento na saúde, com humanização e acolhimento, além de buscar soluções para as situações de atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde – SUS.

O movimento começou com uma palestra do professor Reginaldo Tech, da Humaniza Brasil, para lideranças da secretaria de saúde e amanhã, sexta-feira, tem continuidade com trabalhadores da secretaria de saúde e do hospital municipal. O treinamento de amanhã é sobre atendimento, humanização e acolhimento.

Segundo o professor Reginaldo Tech “este trabalho tem um começo mas não tem um fim, já que os resultados são obtidos a curto e a médio prazo, sempre contando com o engajamento de todo o pessoal da saúde”. Na próxima semana, haverá  a palestra “A arte da humanização na saúde”, além da continuidade dos treinamentos de atendimento e de liderança.

Leia mais no blog do professor Reginaldo Tech. E se quiser saber mais sobre projetos especiais para saúde, educação e qualidade de vida, ligue para 14-8153-1885 ou mande e-mail para contato@humanizabrasil.org.br

Blog da Humaniza Brasil

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Associação Hospitalar de Bauru: agora é hora de humanização e acolhimento! – por Reginaldo Tech

IMG_0105Tenho viajado por vários lugares, levando em minhas palestras e treinamentos o ideário da Política Nacional de Humanização. Recentemente, estive realizando trabalhos nos Hospitais Santo Amaro, no Guarujá, e Stella Maris, em Guarulhos. Ambos têm mais ou menos o porte do Hospital de Base de Bauru. Também estive trabalhando em cidades como: Paracatu-MG, Santa Cruz do Rio Pardo, Mongaguá, Espírito Santo do Turvo, Macatuba, Jaú, Tupã, Agudos e Arealva, sempre na área da saúde. A experiência tem sido válida para perceber a importância de um trabalho efetivo de gestão estratégica e humanizada na saúde.

Aqui em Bauru, recentemente, a notícia de má gestão na Associação Hospitalar abriu espaço para mudanças, que nos parecem ser profundas. Ou seja, a Polícia Federal e o Ministério Público desmontaram uma bomba relógio… e as coisas (perece) voltaram a funcionar. No dia 1º de dezembro, o Jornal da Cidade (JC) publicou matéria intitulada: “AHB visa melhoria de atendimento”, com informações importantes a respeito da reorganização porque passam o Hospital de Base e a Maternidade Santa Isabel.

Segundo a matéria do JC,
melhoria de gerenciamento, modernização, profissionalização da estrutura, novo modelo de gestão e aprimoramento profissional são algumas “palavras de ordem” dentro da nova gestão da AHB, cujo interventor, Fábio Tadeu Teixeira, precisa de todo o apoio da comunidade e dos poderes constituídos. Agora é a hora de mudanças radicais, para que trabalhadores da saúde e usuários do SUS sejam os grandes timoneiros dessas transformações.

Nesse ponto, é preciso retomar (mais uma vez) os indicativos do Ministério da Saúde, que norteiam os prestadores de serviço do Sistema Único de Saúde, o maior sistema de inclusão social do mundo, pelas boas palavras da PNH, a Política Nacional de Humanização. Se a Associação Hospitalar de Bauru está modificando bases, estratégias e protocolos, inclusive realizando mudanças nos protocolos de atendimento e não apenas nos protocolos médicos, chegou a verdadeira hora da virada. E essa virada é a humanização e o acolhimento.

Quando se fala em humanização
e acolhimento é preciso que se busque o mais profundo envolvimento do prestador (no caso, a AHB) com seus colaboradores e usuários do sistema, já que o SUS somos todos nós. É bem verdade que qualquer trabalho de humanização e acolhimento não surte efeito a curto prazo, mas as mudanças começam a aparecer logo nos primeiros dias em que se escolhe este caminho.

Além disso, é preciso entender-se humanização e acolhimento como os dispositivos apontados pela PNH, via Humaniza SUS. Ou seja, humanização não é só mudança formal, com longos cursos burocráticos e acadêmicos para que se construa um grupo de estudos que vai se reunir, discutir, rediscutir e não aplicar nada, ficando apenas na abordagem idealística do que seria (em um futuro não muito próximo) a humanização.

Humanização é concretização… e pode ser gerada através de trabalhos vivenciais, com monitoramento de resultados. Nossas experiências em instituições públicas e privada, hospitais e secretarias de saúde, distribuidoras de medicamentos e planos de saúde, sempre tratando da condução de projetos de implantação de humanização e acolhimento, nos dão a certeza de que o choque de gestão é um dos bons caminhos, com mudanças estruturais; reorganização do organograma (como está fazendo atualmente a AHB; instalação de ouvidoria realmente independente; e comunicação integrada, inclusive com a produção do guia do usuário, com linguagem simples e que atinja o cidadão.

Na prática, o que defendemos e orientamos em nossos treinamentos e nas palestras é o que a essência da política nacional de humanização prega: redução de filas e do tempo de espera, com ampliação do acesso; atendimento acolhedor e resolutivo, baseado em critérios de risco; implantação de modelo de atenção, com responsabilização e vínculo; garantia dos direitos dos usuários; valorização do trabalho na saúde; e gestão participativa nos serviços.

Estes são os princípios.
A hora é agora, já que o caminho está aberto para mudanças. Muitos podem colaborar nesse trabalho, pois existem pessoas aos montes em todos os cantos do país realizando a humanização e o acolhimento. Este é o SUS que dá certo… e que pode ser implantado em qualquer instituição de saúde, inclusive na Associação Hospitalar de Bauru. Basta ter a tal vontade política e de gestão. Em agosto, estivemos no II Seminário Nacional de Humanização, em Brasília, e tudo isso foi largamente comprovado. A cidade e a região aguardam boas notícias da AHB.

(Artigo publicado no Jornal da Cidade, de Bauru, no dia 01 de fevereiro de 2010)

marketing 2010 B

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A vida e os desafios

070523_3“A vida só é possível através dos desafios. A vida só é possível quando você tem tanto o bom tempo quanto o mau tempo; quando tem prazer e dor; quando tem inverno e verão, dia e noite; quando tem tristeza tanto quanto felicidade, desconforto tanto quanto conforto. A vida passa entre essas duas polaridades, você aprende a se equilibrar. Entre essas duas asas, você aprende a voar até a estrela mais distante.”

Estas belas palavras do filósofo indiano Osho não precisam ficar apenas nas palavras… podem virar ensinamento. E todo ensinamento pode virar realização, que muda caminhos e perpetua o Homem. Este Homem que foi perdendo a sua essência humana… e se automatizando. Talvez, tenha sido exatamente daí que nasceu a palavra “humanização”. Humanizar o ser humano é paradoxal… contraditório… mas, necessário.

E assim vai a vida! E todos nós aqui… realizando, fazendo coisas, trabalhando, militando. Exatamente como é necessário para que a vida continue e seja cada dia melhor.

Humaniza Brasil: projetos especiais em saúde e educação. 14-81531885. E-mail: contato@humanizabrasil.org.br.

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Humanização na saúde pode começar com treinamento vivencial com foco na participação e no acolhimento – por Reginaldo Tech

IMG_0105Após 10 anos de projetos, trabalhos e experiências em humanização na saúde, tanto nos organismos públicos, quanto na iniciativa privada, podemos dizer que humanização e acolhimento realmente é o caminho. A Humaniza Brasil tem publicado posts de variados autores, ligados ou não à nossa organização, que ampliam essa discussão. Podemos dizer que, hoje, mesmo com a existência de uma política nacional de humanização, não há uma “receita pronta” de humanização na saúde, mas experiências variadas que modificam o atendimento nas unidades de saúde de todo o Brasil.

Todas as experiências que vem acontecendo demonstram a necessidade de uma visão mais humanizada e acolhedora em todos os sentidos e de todas as pessoas envolvidas. Gestores, profissionais, trabalhadores da saúde, administradores e até os usuários são participantes desta corrente. Existem ricas experiências em humanização na saúde por todo o Brasil, realizadas com ou sem ajuda oficial. As redes de produção de saúde se espalham por todo o país, sem que exista um “dono” desse trabalho.

Isto é o mais importante: disseminar experiências, compartilhar situações, aumentar a qualidade de atendimento, perceber a importância de uma rede que seja inclusiva e não exclusiva. Essa rede de produção de saúde é gerada pelo cotidiano, pelas atitudes eficazes e pelo trabalho em equipe. Em muitos lugares tudo isto é, ainda, apenas um sonho, porém, as experiências demonstram que tudo se modifica. Abslutamente tudo! Um bom começo para tudo isto seria a realização de treinamentos em desenvolvimento humano direcionados à humanização e acolhimento.

Assim, falar em humanização na saúde não pode ser exclusividade de um ou de outro, mas da sociedade como um todo, incluindo-se aí os poderes constituídos, já que é dever do Estado dar saúde de qualidade para a população. Um primeiro passo em cidades onde a humanização na saúde ainda é distante poderia ser mudar o foco dentro da questão financeira: ao invés de se dizer “gastamos tal importância na saúde”, pode-se dizer “investimos tal importância na saúde… para o bem da população”. Investimentos que devem, inclusive disponibilizar melhores salários para os trabalhadores da saúde.

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A responsabilidade social das organizações – por Renato Dias Baptista

renato londrina(Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP. Docente da Universidade Estadual de Londrina e da Universidade Paulista. Consultor em Gestão de Pessoas. http://www.ideiaswireless.blogspot.com. E-mail: rdbapt@gmail.com. Post especial para a Humaniza Brasil)

A Responsabilidade Social é uma atividade recorrente no meio corporativo contemporâneo, ela envolve um conjunto de procedimentos – éticos e legais – que valorizam os funcionários, clientes, fornecedores, comunidades e o governo. Contudo, também comporta concepções bem antagônicas sobre a sua adoção. Alguns dizem que as empresas pagam impostos demais e que, por isso, o Estado – o recebedor – deve ser o único responsável. Outros acreditam que as empresas, sim, devem contribuir mediante um conjunto de ações que iniciam dentro de seu próprio contexto.

Os adeptos dessa última opinião abarcam tanto as organizações socialmente responsáveis como as que possuem apenas micro-facetas desse conceito, isto é, são empresas que impressionam seus clientes ao, por exemplo, distribuírem alimentos para entidades filantrópicas, praticarem a coleta seletiva ou o reuso de água. Embora não haja nenhum problema em colaborar com as entidades filantrópicas ou possuir práticas assistenciais, essa atitude não faz jus à denominação e de Empresa Socialmente Responsável.

O Instituto Ethos, a propósito,  é uma referência inicial para aqueles que desejam investir nessa ideia, e apresenta a Responsabilidade Social Empresarial como “a forma de gestão que se define pela relação ética e transparente da empresa com todos os públicos com os quais ela se relaciona e pelo estabelecimento de metas empresariais que impulsionem o desenvolvimento sustentável da sociedade, preservando recursos ambientais e culturais para as gerações futuras, respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais”.

Finalmente, é preciso atenção à visão parcial encontrada em muitas comunicações organizacionais, resultados de estratégias assimétricas e contraproducentes que tentam incorporar a amplitude da Responsabilidade Social em donativos ou feitos isolados. Numa sociedade que busca a evolução, tudo o que é falacioso deve ser contestado pelas  organizações sérias ou pelos cidadãos. Não devemos perder de vista a Ética Organizacional; um exercício que precede a origem da empresa e que, com o passar do tempo, deve ser incorporada à sua cultura.

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Humanização na saúde é a única saída – por Wilson Martins

wilson martins(Administrador de empresas, gestor de recursos humanos, 12 anos na área da saúde e 3 anos como gerente de secretaria de saúde municipal, parceiro da Humaniza Brasil)

Parece um absurdo falar em humanizar a atividade humana, no entanto, a sociedade vive tristes aspectos de selvageria. Sofre pelas graves violências cotidianas, das favelas, morros, ruas e até domésticas.

No caso de humanização da saúde temos que desenvolver um intenso trabalho no âmbito clínico/hospitalar para combater a insensibilidade, o processo de anestesiamento dos profissionais da saúde. De tanto ver gente sofrer, gemer e morrer já não mais impressiona e nem comove, tudo parece e é vivido como simples casos de rotina. Só que cada um tem sua dor, seu sofrimento, emoções e preocupações de forma individual e personalizada.

É pre ciso que o servidor público/funcionário entenda que, normalmente, não lida com pessoas comuns que estão felizes, mas sim, com pessoas que trazem atrás de si uma bagagem de sofrimentos, seja esse passageiro ou não, mas o certo é que estão sofrendo toda sorte de infelicidades, pressão, pobreza, miséria e um enorme medo e descrédito dos serviços públicos de saúde.

O funcionário/servidor público de uma policlínica, posto de saúde, clínica ou hospitais privados é conscientizado no curso de Humanização da Saúde que, toda pessoa, independentemente da sua cultura e da sua condição social, ao adoecer, ao se submeter a uma cirurgia, ao ocupar uma maca na emergência ou leito na CTI/UTI, fica profundamente fragilizada, sente insegurança, medo de sofrer e morrer. Nessas circunstâncias, mais do que nunca necessita de apoio, presença e carinho humano. É também o momento em que passa a lembrar de Deus, do qual, talvez viveu esquecida.

Muitas vezes, “Mais que de máquinas, necessitamos de humanidade. Mais do que de inteligência, necessitamos de afeição”. Charlie Chaplin. ..

Muitas dessas pessoas, além das doenças que as afligem, são pessoas excluídas do sistema, permanentemente desempregadas, passando necessidades, com baixa auto- estima, em sua grande maioria viciada em álcool, (que às vezes está cobrando o preço de viver uma vida desregrada), sem perspectivas de dias melhores, sem esperanças, apenas tem um dia a após o outro, enfim, são pessoas que não tem qualidade de vida.

As vidas dessas já são um inferno devido as péssimas condições em que vivem. Chegam ao serviço de saúde e se deparam com um quadro constante: funcionário desmotivado, baixos salários, falta de treinamento, falta de medicamentos básicos, ambulâncias, sendo que, em todo o Brasil, salvo raras exceções, a população tem péssima impressão dos funcionários dos serviços de saúde.

A falta de empenho, despreparo e vontade dos gerentes e agentes políticos fazem com que os funcionários que lidam diariamente com recepção, encaminhamentos e cuidados desses pacientes os tratem com descasos. Para as pessoas que necessitam cuidar da sua saúde acontecem péssimos tratamentos, demoras e enormes custos, com as consequências que bem conhecemos: agravamento de sua saúde, maior custo para o serviço de saúde e até óbito do paciente, simplesmente por demoras desnecessárias.

Tudo isso pode e deve ser evitado com ganhos reais para todos os atores envolvidos, seja o gestor público, funcionários/servidores e pacientes, desde que se faça constantemente treinamento, palestras, cursos de Humanização da Saúde em que os funcionários/servidores sejam chamado a “atuarem” até com a aplicação da Lei do Menor Esforço, diminuindo assim, o estresse e doenças ligadas a esse, tão comuns no servidor público, responsáveis, por faltas e afastamento da parte dos funcionários/servidores.

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Humanização na saúde vista como atendimento qualificado – por Luiz Bigarelli Junior

luizbigarellijr(pedagogo, publicitário e consultor em gestão de pessoas, área de atendimento e vendas. Foi governador da Associação Internacional de Lions Clube entre 2008 e 2009. É parceiro e colaborador da Humaniza Brasil)

No final de 2009, recebi com muito carinho um convite muito especial do Reginaldo Tech para escrever um post no blog da Humaniza Brasil. Os dias se passaram e fiquei pensando sobre a abordagem do tema direcionado para saúde, humanização, acolhimento, atendimento ou qualidade de vida.  Hoje estou tranquilo, pensando e revendo algumas coisas e localizei o tema e a abordagem.

Postei no BauruBlog o conteúdo de um panfleto que peguei em um Hotel em Ribeirão Preto, muito simples, já conhecido, prático e eficaz, porém, cada linha com uma amplitude e profundidade sem igual. Selecionei duas linhas para trabalhar brevemente aqui.

Trabalho com consultoria em gestão de pessoas, equipes de vendas e muito com marketing interno. Desta forma, nossos trabalhos se cruzam em determinadas situações, onde o Reginaldo Tech desenvolve seu trabalho de humanização na saúde.

1º Conceito selecionado:

O cliente não é uma interrupção em nosso trabalho, mas seu objetivo.

Este é o 3º dos 10 mandamentos do bom atendimento. Geralmente em qualquer lugar, mas aqui tratando, especialmente na saúde, muitas vezes nós, usuários do sistema, nos sentimos como um tropeço, sentimos em alguns lugares que estamos incomodando quem nos atende. Se olharmos a rede pública de saúde e acompanharmos um atendimento, podemos facilmente chegar a esta clara conclusão. Chamo de cliente o usuário do sistema de saúde.

Independente da natureza do cidadão, seja pobre ou rico, bonito ou feio, todos tem o direito a serem tratados não como uma interrupção no trabalho, mas como clientes do sistema público de saúde. Clientes pois, de uma forma ou de outra, acabam recolhendo seus impostos, seja de forma específica ou indiretamente como consumidores. Nós somos a razão da existência do sistema, simplesmente isso.

2º Conceito selecionado:

O cliente não é alguém com quem devemos manter duelo verbal.

Este é o 7º
mandamento do bom atendimento. Nós sabemos que, muitas vezes pela inoperância ou dificuldades operacionais do sistema público de saúde, os ânimos se exaltam. As pessoas ao buscarem determinadas soluções, crêem que o sistema tem a obrigação de resolver determinado problema, não deixa de ter razão nesta parte, mas, simplesmente é a função resolver, porém os recursos e a demanda acabam por impedir que algumas situações sejam resolvidas. Daí surge o duelo verbal.

Nestas situações sermos resilientes, pacientes, praticarmos a empatia, colocando-se no lugar do outro, estabelecermos uma conversa adulta e principalmente amiga, pode fazer muita diferença na solução deste problema. Em vez de duelar verbalmente, devemos tratar com elegância e principalmente amor cada caso difícil que nos apresenta. Isso é dar qualidade de vida ao usuário da saúde pública ou privada.

É isso, creio não ser tarefa simples trabalhar no atendimento seja de qualquer setor, público ou privado. Atender é uma arte e exige certas habilidades muito complexas. Atender um ser humano em busca de solução para seus problemas em uma situação de grandes adversidades é um grande desafio e tenham certeza de que quanto mais amigo, mais cortesia usarmos e principalmente se oferecermos um atendimento mais humano e empático, melhores resultados alcançaremos.

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Humanização na saúde é discutida no Grupo de Estudos “David Capistrano”

david o guerreiro

Quem está acostumado aos tradicionais métodos de reunião de grupos de estudos, vai achar muito diferente o Grupo que discute humanização na saúde da Humaniza Brail, batizado com o nome de um dos mais importantes médicos sanitaristas que o Brasil já teve: David Capistrano da Costa Filho. É que o funcionamento do grupo é dinâmico, como todos os trabalhos da Humaniza Brasil.

Funcionando o tempo todo, o grupo é responsável pelas publicações dos colaboradores aqui no blog e mantém com todos eles uma conversa cotidiana, objetivando a troca de experiências, tão importante no mundo colaborativo. Acreditamos que isto colabora com os extensos trabalhos de humanização na saúde que acontecem em todo o Brasil. As reuniões, inclusive com participação virtual via skype, começam a acontecer na próxima sexta-feira, dia 15 de janeiro… e o primeiro texto que o pessoal já está estudando é o excelente artigo da Dra. Eliana Ribas sobre os 10 anos de humanização na saúde no Brasil. Participe!

Blog da Humaniza Brasil

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