Posts tagged ‘humanização na saúde’

Brasileira, que mora em Santiago, conta sobre o terremoto no Chile

A Humaniza Brasil abre espaço para uma história muito especial, contada por uma brasileira que  viveu todos os problemas causados pelo terremoto que abalou aquele país. Assim, demonstramos nosso comprometimento com as causas humanitárias. A seguir, a carta de Raquel Gonçalves, que é escritora, nasceu na cidade de Itapuí e morou na cidade de Bauru, ambas no estado de São Paulo, e mora há 3 anos em Santiago, no Chile, pedida a ela pelo professor Reginaldo Tech, da Humaniza Brasil:

Terremoto no Chile: as histórias perdidas

terremoto chile“Um amigo brasileiro me pediu para escrever sobre o terremoto no Chile. Confesso, esta não é uma tarefa fácil. Talvez porque os acontecimentos estão muito presentes na memória, ou porque novas informações chegam a cada instante, o ato de escrever torna-se mais difícil. Ser testemunha de algo tão destruidor como um terremoto é uma experiência muito difícil de ser compreendida; é algo que transforma a sequência linear dos acontecimentos, tudo pára, tudo recomeça a partir daquele instante.

A rotina, os compromissos agendados, a vida em si evapora-se para ceder espaço à grandeza que este fato representa – neste caso, quase três minutos de tremor e destruição que presenciamos no dia 27 de fevereiro, às 3 e 30 da manhã. Os desastres naturais – furacões, terremotos, maremotos, tsunamis, enchentes, tornados, etc, possuem este poder avassalador de transformar a nossa vida cotidiana, ao menos por um certo tempo. Quanto mais grave seus efeitos, mais tempo ocupam. Depois, tudo volta à normalidade, à rotina, porque assim é o homem, mestre da sobrevivência em tempos difíceis. Mas alguma coisa nele fica diferente.

As contingências já me fizeram testemunhar vários momentos de ira da natureza. Foram três furacões (Katrina, Wilma e Ivan) nos cinco anos que vivimos em Miami, e, agora, este terremoto chileno. Foram experiências aterradoras. Compartilhar o cenário com um furacão é participar de uma visão apocalíptica. A sensação é de que somos apenas frágeis expectadores de algo muito maior e mais forte que toda a obra humana.

Porém, sabemos quando um furacão se aproxima, nos preparamos para este espetáculo anunciado, nos trancamos em nossas casas com água e comida suficiente para sobrevivermos por vários dias, nos protegemos dentro de nossas paredes, nossa fortaleza, e esperamos, atônitos por largas horas, para que aquela força gigantesca se afaste do nosso cotidiano. Se temos sorte, a construção humana é mais forte que a fúria da natureza, e sobrevivemos.  E depois, lentamente, tudo volta ao normal. E a vida continua. O terremoto é muito diferente, ele não manda aviso, e te encontra de surpresa.

Na madrugada daquele sábado, acordei com a casa, a parede, o chão, tudo balançando muito forte. Os livros caindo da estante, os alarmes disparando. Assustada, agarrei os dois meninos nos braços e corri para o quintal, esperando passar. Foram largos minutos. No terremoto a casa deixa de ser uma fortaleza e passa a ser uma ameaça, uma armadilha. São as paredes e teto que podem te ferir ou matar. Ficamos parados, assistindo, talvez testemunhar a completa destruição da nossa casa. Nossa casa, e tudo o que havia dentro dela – uma existência singular de lembranças e cores, passou a ser  uma mistura de cimento, vidro, madeira, tecido, plástico, metal e papel, que podia ser destruída em segundos e não me importaria nada. Afinal, as únicas coisas que me importavam já estavam seguras, nos meus braços. Passado o susto, recomeçar, reconstruir a vida, voltar à rotina.

Os amigos
trocam experiências, cada um conta o que sentiu, como reagiu, como recuperou-se. Cada um tem o seu relato para compartir. Com o tempo, as informações são detalhadas. Somos informados das casas, edifícios e pontes que caíram. Somos informados do tsunami que atacou violentamente a orla quase trinta minutos depois do terremoto e centenas de pessoas morreram. As cidades destruídas precisam da ajuda do exército para proteger a população dos saques e crimes dos próprios moradores. Por todo o país são iniciadas campanhas para arrecadar alimento, roupa e dinheiro para ajudar na recuperação das famílias atingidas.

Conversar com as pessoas, assistir as entrevistas dos moradores na televisão, ler os jornais, conhecer mais e mais relatos, estas histórias compartilhadas de tristeza, medo, coragem, impotência e solidariedade, nos permitem conhecer as consequências do desastre, e aprender sobre a incrível força que cada ser humano possui. A vida continua. Porém, são os relatos ausentes, daqueles que não puderam compartilhar seus últimos momentos, o que sentiram, como agonizaram, são os que deixam o registro mais duradouro na memória da humanidade.  Colocar-se no lugar das mais de setecentas pessoas que perderam a vida, e imaginar estes relatos que nunca aconteceram, nos permitem voltar ao nosso cotidiano mais humildes e solidários. A vida continua, mas agora é mais humana que antes.

*Raquel Gonçalves é escritora e vive em Santiago há três anos.

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Humanização na saúde é necessidade, muito mais do que um conjunto de ideias políticas

e-mail marketing 2Há dez anos, a saúde pública (e porque nãodizer também privada) respira uma experssão que, cada dia mais, se torna padrão dentro de hospitais, unidades de saúde e outros ambientes afins: humanização na saúde. Estes dez anos foram marcantes para a realização de muitas experiências de humanização e acolhimento por todo o país. Tanto o poder público, quando a iniciativa privada, concretizaram muitos casos de sucesso em humanização na saúde. Isso ninguém pode negar.

O Governo Federal, nos idos de 2003, criou a Política Nacional de Humanização que, sem dúvida, veio agregar valor ao trabalho que já vinha sendo realizado. A PNH, como é conhecida, formalizou as ideias que já vinham sendo concretizadas, tornando mais orgânico e amplo o trabalho de humanização na saúde. Não há que se negar também que a Política Nacional de Humanização tornou-se um bem público, sem pais, sem donos e sem engessamento. Como bem público, a PNH apenas baliza as experiências quando delimita dispositivos, algo importante para que huamnização na saúde deixe de ser experiência isolada e passe a ser atitude orgânica dos trabalhadores, gestores e profissionais da saúde.

Como não é preciso pedir autorização para ninguém a fim de que se construa ações de humanização na saúde, os municípios vão se transformando em celeiros de ótimas experiências, que seguem princípios, mas não são engessados por ideias que possam deixar tudo no vazio burocrático. Assim, gestores, trabalhadores e profissionais da saúde de todos os cantos do Brasil vão humanizando, acolhendo e ampliando, inclusive, as propostas da Política Nacional de Humanização, que já faz 7 anos existe e, como toda ideia ou princípio, precisa sempre de atualização, já que o mundo se desenvolve rapidamente.

Essas mudanças são possíveis e necessárias, para que a humanização na saúde evolua com o mundo, com as novidades da internet e com as mudanças na gestão de pessoas e na gestão da saúde. Isso é óbvio! Quer saber mais sobre projetos de humanização na saúde, ligue para 14-8153-1885 ou mande e-mail para contato@humanizabrasil.org.br.

Blog da Humaniza Brasil

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Não ao ato médico – por Pedro Edgar

MS Carimbo Ato MédicoO Projeto de Lei do Ato Médico, discutido no Senado, se aprovado, além de violentar os direitos de 3 milhões de profissionais da saúde, coloca em risco a saúde da população ao delegar aos médicos o exercício de atos privativos para os quais eles não possuem treinamento. Em sua essência, o Ato Médico regulamenta as atribuições destes profissionais. No entanto, reserva algumas práticas exclusivamente para os formados em Medicina e torna demais profissionais da Saúde subordinados às decisões daquela categoria. Isso significa que os pacientes teriam que primeiro obter um diagnóstico nosológico e a respectiva “prescrição terapêutica”, emitida por um médico, para só depois terem o atendimento por outro profissional da saúde especializado. O fato acaba com o direito da população de ter livre acesso aos serviços de saúde. Na prática, o projeto transforma os demais profissionais em técnicos dos médicos.

Este projeto é no mínimo corporativista e tem como objetivo fazer reserva de mercado para garantir a grande demanda de profissionais na área de medicina. Apresenta-se com uma visão conservadora, autoritária, ultrapassada e privatista das ações em saúde. Tem como referência o velho modelo de saúde centrado no atendimento clínico, individual, medicamentoso e hospitalocêntrico. A compreensão e concepção de saúde que se firmou a partir da realização da 8ª Conferência de Saúde vêm sendo corroborada em todos os espaços institucionais e profissionais, abrangendo a saúde não como um sintoma da doença, mas a saúde na sua amplitude preventiva e social. A relação “saúde/doença” passa a ser caracterizada como decorrente das condições de vida e de trabalho e da necessidade de acesso igualitário de todos os serviços que objetivem a promoção, proteção e recuperação da saúde.

Ao fundamentar a proposta e a adequação da emenda constitucional nº 34, de 2001, a Comissão Especial, destinada a proferir parecer sobre a proposta, considera que “tornou-se anacrônica a concepção autoritária que via o médico como o único agente promotor de saú-de. A moderna perspectiva do Movimento da Reforma Sanitária considera que para se promover a melhoria quantitativa e qualitativa do sistema de saúde é indispensável o concurso de todos os profissionais da saúde, como médicos, bioquímicos, cirurgiões dentistas, assistentes sociais, biólogos, enfermeiros, engenheiros, sanitaristas, farmacêuticos, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas e psicólogos e outros. Essa compreensão traduz o conceito de saúde, que é contemplado e recepcionado por todas as correntes teóricas que hoje estudam e atuam nesta área. Esses conceitos devem ser muito criteriosos para que os políticos passem a se posicionar favoráveis ou contrários, uma vez que demostra seu verdadeiro interesse pelo bem da coletividade, no caso os usuários do sistema de saúde, ou interesses de uma determinada categoria, bem como demostram seu real conhecimento da política atual de saúde do país que é gestada no SUS e todos os seus princípios. Me parece que os posicionamentos são contraditórios até entre a própria categoria médica. Já li vários posicionamentos contrários ao projeto . Senhores políticos: pensem e estudem melhor para não serem pegos de surpresa nas próximas eleições. www.atomediconao.com.br.

(Artigo publicado no Jornal da Cidade, de Bauru, no dia 01 de março de 2010, página 2, Opinião. Pedro Edgar é defensor do SUS – Sistema Único de Saúde)

Blog da Humaniza Brasil

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Gestão estratégica pode colaborar com humanização na saúde

roda de pessoasMuito se fala em humanização, atendimento e acolhimento, mas o índice de resolução de conflitos ainda é baixo, mesmo com tantos bons exemplos de trabalhos e projetos de humanização na saúde que existem pelo Brasil. No estado de São Paulo, as secretarias municipais de saúde vão construindo iniciativas próprias de humanização, atendendo sempre as realidades locais.

Existem procedimentos interessantes que estão acontecendo e é preciso que estas experiências sejam compartilhadas. O blog da Humaniza Brasil já abriu o espaço para a divulgação de projetos e iniciativas e já divulgou grande número de atividades. Para ocupar este espaço, basta enviar material de divulgação em formato de texto para blog para o e-mail: contato@humanizabrasil.org.br. Talvez o grande segredo de experiências de sucesso que estão despontando, por exemplo, no interior do estado de São Paulo, seja a gestão estratégica auxiliando o trabalho de humanização.

A política de humanização é um patrimônio do povo brasileiro! Assim, as boas ideias e práticas vão se espalhando e colaborando com o Sistema Único de Saúde, o maior sistema de inclusão social do mundo. De nossa parte, vamos colaborando e sempre abrindo este espaço do blog. A rede de humanização na saúde precisa crescer ainda mais.

A grande notícia desta semana aqui da Humaniza Brasil é o Grupo de Estudos de Humanização “David Capistrano”. Mais notícias depois. Entre em contato: 14-8153-1885 ou contato@humanizabrasil.org.br.

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Acolhimento precisa de dinâmica, poder de decisão e compaixão – por Reginaldo Tech

Várias secretarias de saúde, hospitais e unidades de saúde estão experimentando a “porta de entrada com acolhimento”. Não vou aqui teorizar sobre a política nacional de humanização e nem sobre o que pensam os teóricos a respeito do acolhimento. Vou apenas desvelar algumas experiências que estão ocorrendo em várias cidades: positivas e negativas.

Nem vou citar os nomes das cidades, pois não estou fazendo avaliação dos trabalhos, mas apenas mostrando “cases”. A ideia de acolhimento não foi inventada pela política nacional de humanização, mas revelou-se também nos textos pós PNH. Portanto, não se trata de uma mordaça: “tem de ser assim e não pode ser de outro jeito”. Gestores, profissionais e trabalhadores da saúde vem experimentando o acolhimento, talvez para verificar a melhor forma de se fazer… na prática… e não apenas no bla-bla-bla.

floresA recepção das unidades de saúde, sejam públicas, terceirizadas ou privadas, é feita normalmente em um balcão, para onde o usuário se encaminha em busca de consultas, exames ou outras informações. Neste caso, a recepção é estática, sem oferecer o acolhimento com boas vindas. Esta é a forma “normal” que as unidades de saúde utilizam para receber o usuário.

Algumas unidades estão experimentando a recepção com acolhimento (é o que dizem) colocando uma mesa na entrada, com uma pessoa sentada… aguardando os usuários. Este modo é, ainda, um meio termo, pois troca-se um balcão por uma mesa, ficando o “recepcionista” aguardando os acontecimentos.

Mas já existem casos em que existe uma pessoa que tem a vibração do acolhimento, tem poder de decisão e muita compaixão pelos usuários que chegam. Porém, estes usuários não vão para um balcão ou uma mesa, já que o “recepcionista” está ali na porta de entrada e vai ao encontro do usuário, considerando a linha “Como posso ajudar?”.

Este acolhimento é colaborativo… e dinâmico, auxiliando na solução rápida dos problemas, já que este “recepcionista-acolhedor” pode encaminhas usuários, “furando a fila” para os realmente mais necessitados e dando soluções rápitas e objetivas. Este éum dos caminhos para um atendimento acolhedor e com resolução dos conflitos. Experimente!

Quer saber mais, ligue para 14-8153-1885 ou escreva para contato@humanizabrasil.org.br.

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Araçatuba começa movimento de humanização na saúde na Unesp nesta quinta-feira

bexigasA Unesp, mais precisamente o Centro de Atendimento Odontológico a Pessoas Portadoras de Deficiência (CAOE), vai puxar o fio… e a cidade de Araçatuba vai se incluir nessa: quinta-feira, dia 18, começa o Movimento de Humanização na Saúde, com a palestra “A arte da humanização na saúde”, seguida de um treinamento de dois dias para todos os servidores do Centro odontológico da Unesp.

Quando falamos em Movimento, isto significa dizer que o propósito não deve ficar apenas na Unesp, mas ultrapassar os muros e seguir para a cidade. Inicialmente eram 40 pessoas inscritas, porém, vão participar cerca de 15o pessoas, 80 das quais da secretaria de saúde da Prefeitura Municipal de Araçatuba.

O professor Reginaldo Tech, que esteve até a semana passada dando treinamento aos servidores da saúde da Prefeitura Municipal de Arandu, diz que este movimento de humanização na saúde vem crescendo cada dia mais, independente das propostas oficiais, já que “a política nacional de humanização acabou virando um patrimônio do povo brasileiro e em todos os lugares os gestores querem realizar algum trabalho”.

Para a psicóloga Lucia Cirino de Moraes, que trabalha com projetos da Humaniza Brasil, este interesse e os movimentos que vão acontecendo em toda parte, revelam que a humanização na saúde é maior que todos nós, é maior que o Estado e está cada vez mais presente nas unidades de saúde de todos os lugares.

A palestra e o treinamento na Unesp de Araçatuba é apenas o início de um longo trabalho de humanização para usuários e trabalhadores da saúde. Quer saber mais, ligue para 14-8153-1885 ou mande e-mail para contato@humanizabrasil.org.br.

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Humanização do atendimento odontológico a pacientes portadores de deficiência vai acontecer na Unesp de Araçatuba

unesp araçatubaA Faculdade de Odontologia da Unesp, campus de Araçatuba, vai oferecer nos próximos dias 18 e 19 de fevereiro um treinamento para humanizar o atendimento para as pessoas com deficiência. O treinamento vai ser dado pela  Humaniza Brasil. O curso vai ser oferecido aos 40 profissionais do Centro de Assistência Odontológica à Pessoa com Deficiência (Caoe), ou “Centrinho”, como é popularmente conhecido.

O curso conjuga teoria e prática para promover um atendimento ainda mais atencioso, aperfeiçoando o serviço oferecido pelo Caoe desde 1984. O “Centrinho” foi pioneiro no País ao dar atendimento odontológico às pessoas com diversos tipos de deficiência mental. Em 1991, teve seu trabalho reconhecido pela Organização dos Estados Americanos (OEA). Atualmente, a unidade tem mais de 9 mil pacientes cadastrados, provenientes de diversos estados brasileiros e de países como Bolívia, Peru e Portugal.

O treinamento
segue as diretrizes da Política Nacional de Humanização, do Ministério da Saúde. Essa política existe desde 2003 para qualificar o atendimento por meio de trocas solidárias entre gestores, funcionários e usuários do Sistema Público de Saúde (SUS).

Segundo a organizadora do curso e agente administrativa do Caoe, Maria Cristina Storti Rasteiro, nem todo profissional de odontologia está preparado para tratar esse tipo de paciente.  “A pessoa com deficiência, muitas vezes, apresenta complicações no organismo que podem dificultar o atendimento, como problemas pulmonares e cardíacos ou impossibilidade de tomar certos medicamentos”, explica.

Por isso, o trabalho deve ser realizado por uma equipe multidisciplinar que possa dar o suporte necessário ao cirurgião-dentista. Trabalham no “Centrinho” profissionais de diferentes áreas como dentistas, médicos, assistente social, psicóloga, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, fonoaudióloga, enfermeiras, auxiliares de enfermagem, auxiliares de odontologia e funcionários da área administrativa e da recepção. Além dos atendimentos prestados, a equipe também mantém intercâmbio cultural e científico com instituições nacionais e internacionais.

“Quando o centrinho
foi criado, alguns pacientes chegavam aqui com problemas bucais agravados pela demora no atendimento, comprometendo a saúde como um todo”, diz Maria Cristina. Isso acontecia porque os dentistas não conseguiam atendê-los e os familiares não sabiam a quem recorrer. Hoje, o centro realiza não apenas procedimentos de emergência, mas também o acompanhamento periódico dos pacientes.

Blog da Humaniza Brasil

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A humanização como preceito na arte de cuidar – por Elmis Santos

elmis 2(Nutricionista, formado pela FANUTRI/UEMG, especialista em Nutrição Humana e Saúde pela UFLA, Atuando em Oncologia, nas ONGs,+ Vida, Centro de Apoio aos Portadores de Câncer e da UNIAP, Unidade de Apoio aos Portadores de Cânce Blog: http://personaldiet-elmis.blogspot.com e Orkut: comunidade humanização oncológica. Palestrante Motivacional)

Considerar o cuidar uma arte, parece ser um conceito antagônico ao que normalmente temos como cuidar, em especial no trato com a saúde humana. Porém, uma das abordagens conceituais de arte, o dicionário Aurélio cita arte, como; “Modo pelo qual se obtém êxito; expressão de um ideal de beleza nas obras humanas”.

Nesse contexto, cuidar desprendido de interesse meramente material, com observância dos preceitos éticos, cultivando uma melhoria na qualidade das diversas relações humanas, é o mais especial exercício da arte do acolhimento e cuidado em saúde, desde que se respeite a subjetividade do outro, frente à situação atual de fragilidade.

Na prática, isso só se torna possível, a partir de um esforço conjunto de uma equipe multidisciplinar, familiares e cuidadores, todos em prol de um objetivo comum que é o bem estar e a reabilitação da saúde do outro.

Esse nobre sentimento de doação incondicional a causa do outro, é que faz de todos os profissionais de saúde, comprometidos com a promoção do bem estar e melhoria da qualidade de vida do ser humano, contrários a tradicional, arcaica e até desumana forma de tratamento dispensada a aqueles que necessitam de cuidados, tornar o cuidar, o verdadeiro cuidar humanizado, uma das, mais belas obras de arte da atualidade.

Blog da Humaniza Brasil

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Humaniza Brasil inicia movimento de humanização na saúde em Arandu/SP

A cidade paulista de Arandu começou na noite desta quinta-feira, dia 4 de fevereiro, um movimento pela humanização na saúde. O movimento recebeu o nome de Humaniza-Ação e quer abrir espaço para a melhoria do atendimento na saúde, com humanização e acolhimento, além de buscar soluções para as situações de atendimento dos usuários do Sistema Único de Saúde – SUS.

O movimento começou com uma palestra do professor Reginaldo Tech, da Humaniza Brasil, para lideranças da secretaria de saúde e amanhã, sexta-feira, tem continuidade com trabalhadores da secretaria de saúde e do hospital municipal. O treinamento de amanhã é sobre atendimento, humanização e acolhimento.

Segundo o professor Reginaldo Tech “este trabalho tem um começo mas não tem um fim, já que os resultados são obtidos a curto e a médio prazo, sempre contando com o engajamento de todo o pessoal da saúde”. Na próxima semana, haverá  a palestra “A arte da humanização na saúde”, além da continuidade dos treinamentos de atendimento e de liderança.

Leia mais no blog do professor Reginaldo Tech. E se quiser saber mais sobre projetos especiais para saúde, educação e qualidade de vida, ligue para 14-8153-1885 ou mande e-mail para contato@humanizabrasil.org.br

Blog da Humaniza Brasil

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Associação Hospitalar de Bauru: agora é hora de humanização e acolhimento! – por Reginaldo Tech

IMG_0105Tenho viajado por vários lugares, levando em minhas palestras e treinamentos o ideário da Política Nacional de Humanização. Recentemente, estive realizando trabalhos nos Hospitais Santo Amaro, no Guarujá, e Stella Maris, em Guarulhos. Ambos têm mais ou menos o porte do Hospital de Base de Bauru. Também estive trabalhando em cidades como: Paracatu-MG, Santa Cruz do Rio Pardo, Mongaguá, Espírito Santo do Turvo, Macatuba, Jaú, Tupã, Agudos e Arealva, sempre na área da saúde. A experiência tem sido válida para perceber a importância de um trabalho efetivo de gestão estratégica e humanizada na saúde.

Aqui em Bauru, recentemente, a notícia de má gestão na Associação Hospitalar abriu espaço para mudanças, que nos parecem ser profundas. Ou seja, a Polícia Federal e o Ministério Público desmontaram uma bomba relógio… e as coisas (perece) voltaram a funcionar. No dia 1º de dezembro, o Jornal da Cidade (JC) publicou matéria intitulada: “AHB visa melhoria de atendimento”, com informações importantes a respeito da reorganização porque passam o Hospital de Base e a Maternidade Santa Isabel.

Segundo a matéria do JC,
melhoria de gerenciamento, modernização, profissionalização da estrutura, novo modelo de gestão e aprimoramento profissional são algumas “palavras de ordem” dentro da nova gestão da AHB, cujo interventor, Fábio Tadeu Teixeira, precisa de todo o apoio da comunidade e dos poderes constituídos. Agora é a hora de mudanças radicais, para que trabalhadores da saúde e usuários do SUS sejam os grandes timoneiros dessas transformações.

Nesse ponto, é preciso retomar (mais uma vez) os indicativos do Ministério da Saúde, que norteiam os prestadores de serviço do Sistema Único de Saúde, o maior sistema de inclusão social do mundo, pelas boas palavras da PNH, a Política Nacional de Humanização. Se a Associação Hospitalar de Bauru está modificando bases, estratégias e protocolos, inclusive realizando mudanças nos protocolos de atendimento e não apenas nos protocolos médicos, chegou a verdadeira hora da virada. E essa virada é a humanização e o acolhimento.

Quando se fala em humanização
e acolhimento é preciso que se busque o mais profundo envolvimento do prestador (no caso, a AHB) com seus colaboradores e usuários do sistema, já que o SUS somos todos nós. É bem verdade que qualquer trabalho de humanização e acolhimento não surte efeito a curto prazo, mas as mudanças começam a aparecer logo nos primeiros dias em que se escolhe este caminho.

Além disso, é preciso entender-se humanização e acolhimento como os dispositivos apontados pela PNH, via Humaniza SUS. Ou seja, humanização não é só mudança formal, com longos cursos burocráticos e acadêmicos para que se construa um grupo de estudos que vai se reunir, discutir, rediscutir e não aplicar nada, ficando apenas na abordagem idealística do que seria (em um futuro não muito próximo) a humanização.

Humanização é concretização… e pode ser gerada através de trabalhos vivenciais, com monitoramento de resultados. Nossas experiências em instituições públicas e privada, hospitais e secretarias de saúde, distribuidoras de medicamentos e planos de saúde, sempre tratando da condução de projetos de implantação de humanização e acolhimento, nos dão a certeza de que o choque de gestão é um dos bons caminhos, com mudanças estruturais; reorganização do organograma (como está fazendo atualmente a AHB; instalação de ouvidoria realmente independente; e comunicação integrada, inclusive com a produção do guia do usuário, com linguagem simples e que atinja o cidadão.

Na prática, o que defendemos e orientamos em nossos treinamentos e nas palestras é o que a essência da política nacional de humanização prega: redução de filas e do tempo de espera, com ampliação do acesso; atendimento acolhedor e resolutivo, baseado em critérios de risco; implantação de modelo de atenção, com responsabilização e vínculo; garantia dos direitos dos usuários; valorização do trabalho na saúde; e gestão participativa nos serviços.

Estes são os princípios.
A hora é agora, já que o caminho está aberto para mudanças. Muitos podem colaborar nesse trabalho, pois existem pessoas aos montes em todos os cantos do país realizando a humanização e o acolhimento. Este é o SUS que dá certo… e que pode ser implantado em qualquer instituição de saúde, inclusive na Associação Hospitalar de Bauru. Basta ter a tal vontade política e de gestão. Em agosto, estivemos no II Seminário Nacional de Humanização, em Brasília, e tudo isso foi largamente comprovado. A cidade e a região aguardam boas notícias da AHB.

(Artigo publicado no Jornal da Cidade, de Bauru, no dia 01 de fevereiro de 2010)

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