Posts tagged ‘humanização e acolhimento’

Começou a contagem regressiva!

peça calendario 2010

Compartilhe!
  • Twitter
  • E-mail this story to a friend!
  • LinkedIn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • MySpace
  • Google Bookmarks
  • Rec6
  • Live
  • Turn this article into a PDF!
  • RSS
  • Print this article!

Humanização na saúde é aprimoramento do atendimento e da gestão. A história e a prática mostram isso!

3353139667_60c1e5b49e2010: o ano da gestão na saúde. Talvez seja essa a vertente que definirá a continuidade de um processo que dura décadas. Desde os primeiros passos do atendimento público na saúde… até a criação do Sistema Único de Saúde, passando pelos vários momentos de aprimoramento de todo o trabalho, temos entremeado a tudo isso a ideia de humanização. E quando se fala em humanização, aparece uma grande dúvida: afinal, o que é a humanização na saúde?

A resposta vem de imediato, quando se conduz a reflexão para uma visão simplista: é atender bem o paciente. O erro começa exatamente aí, quando se coloca apenas o atendimento ao paciente como o ponto fundamental. Claro que o paciente, chamado depois de usuário… e, agora, de cliente, deve ser bem atendido. Mas não é apenas isso. O novelo é um pouco mais extenso.

Nos anos 90, o Ministério da Saúde realizou pesquisa que trouxe à tona um desejo premente do usuário do SUS. Este usuário desejava ser ouvido, compreendido e acolhido. Surgiu, então a necessidade de reestruturação do sistema. Em 2000 apareceu a assistência humanizada nos hospitais, que abriu espaço para a criação, em 2003, da Política Nacional de Humanização, com a instalação do Humaniza SUS.

handsA partir daí, com a ampliação dos conceitos de humanização, através, principalmente, da militância de trabalhadores e gestores da saúde, a humanização passou a ser entendida como algo mais amplo do que “atendimento”. A produção de saúde, com a promoção de avanços na organização e no funcionamento do sistema, passou a ser eixo fundamental da discussão.

Em 2007, pesquisa em São Paulo demonstrou que as práticas de humanização que vinham ocorrendo eram reconhecidas como o caminho certo para a melhoria dos serviços.  E essa discussão vai longe… e nós vamos parar por aqui. Daqui a pouco mais um post, pois quero falar sobre precária interação das equipes; mudança de paradigmas; transformação dos grupos em equipes; atendimento da pessoa e não da doença que a pessoa tem; e da criação de espaços de diálogos. Tudo isso a partir de uma Gestão Estratégica e Humanizada na Saúde, projeto da Humaniza Brasil, que já está em pleno funcionamento em diversos municípios do país.

Entre nessa onda: 14-8153-1885, 61-8136-2384 ou 44-9900-2013. E-mail: contato@humanizabrasil.org.br.

* A primeira foto foi publicada originalmente no site: http://redehumanizasus.net/node/5121

Compartilhe!
  • Twitter
  • E-mail this story to a friend!
  • LinkedIn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • MySpace
  • Google Bookmarks
  • Rec6
  • Live
  • Turn this article into a PDF!
  • RSS
  • Print this article!

Exclusivo: entrevista com o coordenador da Política Nacional de Humanização, Dr. Dario Pasche

A Humaniza Brasil publica entrevista exclusiva com o coordenador da Política Nacional de Humanização, Dr. Dário Pasche, um dos maiores gestores de saúde do Brasil. Pasche fala sobre a política de humanização e o imenso trabalho que coordena: uma grande rede de fazer, que resulta em mudanças precisosas na saúde pública do Brasil.

coordenador da PNH dário pasche foto divulgaçãoHumaniza Brasil: Pudemos notar a presença de gestores da saúde de todas as partes do Brasil no 2º Seminário Nacional de Humanização, que aconteceu em Brasília no início de agosto. Isto é sinal de que as propostas de humanização e acolhimento realmente se espalharam por todos os cantos do país?

Dário Pasche: Criada em 2003, pelo Ministério da Saúde, a Política Nacional de Humanização (PNH) do Sistema Único de Saúde (SUS) já está presente em todas as unidades da Federação e cerca de 300 hospitais do SUS têm algum dispositivo de humanização implantado. Além disso, há também outras unidades do SUS trabalhando com humanização, mas sem o apoio direto da equipe da PNH/MS. Durante o seminário foi possível perceber a força que esta política tem, e que vai bem além do acolhimento. Tivemos mais de 450 experiências em humanização que mostravam diretrizes do HumanizaSUS, como gestão participativa, defesa dos direitos dos usuários, valorização do trabalho e do trabalhador da saúde, clínica ampliada, entre outros.

Humaniza Brasil: A resolução dos problemas de atendimento no SUS passa necessariamente pela Política Nacional de Humanização?

Dário Pasche: A PNH recolhe e sistematiza um conjunto de pautas que foram construídas pela reforma sanitária brasileira e que compõem um ideário ético-político do SUS. Além disto, a PNH parte de experiências e inovações que o próprio SUS tem construído em duas décadas – SUS que dá certo – para constituir suas ofertas, tanto seus princípios, método e diretrizes, como dispositivos e ferramentas de trabalho. De fato, a resolução dos problemas de atendimento no SUS não passam necessariamente pela PNH, mas a política aponta caminhos para superar desafios como o acolhimento nem sempre adequado, a pouca valorização do trabalho em saúde, a não formação de vínculo entre usuários e equipes.

Humaniza Brasil: Qual é a grande dificuldade para implementação de mais ações de humanização e acolhimento nas cidades do país?

Dário Pasche: Em primeiro lugar não creio que seja possível esta separação entre humanização e acolhimento, nem tão pouco tomá-los como equivalentes. O acolhimento é uma diretriz da PNH, logo assume posição de direção clínico-política, orientando quaisquer práticas de saúde. Acolher passa a ser uma atitude, uma ética que baliza e sustenta todo contrato entre serviços/equipes/trabalhadores e usuários/rede sócio-familiar. Talvez a maior dificuldade para a consolidação da PNH como política pública seja provocada por ela própria. Explico melhor: a PNH toma como objeto de sua ação as relações de trabalho, de afeto, de saber e de poder entre sujeitos em situação de trabalho e destes com usuários. Assim, a humanização como efeito de mudança ética nas práticas de gestão e de cuidado, vai exigir reposicionamentos dos sujeitos nas relações, o que quer dizer que determinados comportamentos, atitudes, compreensões dos sujeitos e coletivos deverão ser alterados. E esta alteração implica em mudanças em campos muito sensíveis da vida e do trabalho, que passam a ser questionados e reconstruídos coletivamente. Nós nos constituímos como sujeitos também pelo trabalho e, assim, mudar as relações de trabalho exige que mudemos a nós próprios, o que pela experiência própria de cada um de nós, se sabe que não se trata de experimentação simples. Todavia, uma vez em curso tende a melhorar o trabalho, a disposição das pessoas e sua capacidade de contrair responsabilidades. Assim, a PNH lida com a cultura, com modos de organização do cotidiano do trabalho e isto, por si só, traz dificuldades de todas as ordens, pois se mexe com interesses, tradições e concepções muito arraigadas. E esta opção – começar por aí – se deve a uma convicção de que as mudanças na saúde são efetivamente capazes de se apresentarem inovadoras e sustentáveis se foram mudanças produzidas com as pessoas. E é por isto que qualificamos o método da PNH como inclusivo.

Humaniza Brasil: Como a política nacional de humanização se realiza na prática, no cotidiano de gestores, trabalhadores da saúde e usuários?

Dário Pasche: A PNH é um modo de fazer. É uma certa forma de introduzir mudanças nos modos de gerir e nos modos de cuidar em saúde. Este modo é chamado de método da inclusão: para mudar as práticas de saúde e de gestão é necessário que incluamos todas as pessoas, redes e movimentos sociais, transformando estas mudanças em resultados de processo de negociação e pactuação entre sujeitos. Um exemplo: quando nos propomos a fazer clínica ampliada, estamos convidando, permitindo a passagem nesta relação de desejos, interesses e necessidades dos usuários e de sua rede social, que cotejados com os saberes dos profissionais produzirão contratos terapêuticos que, necessariamente, serão compostos híbridos, uma mistura de ciência e vontade de investimento do próprio usuário em seu cuidado. Isto é um novo processo de comunicação e requisita dos profissionais e dos usuários deslocamentos de seus papéis tradicionais, o que é um desafio. Este modo de fazer que é a PNH (inclusão) está apontado para uma série de diretrizes, entre as quais a democratização das instituições (co-gestão), da ampliação da clínica (que incorpora a dimensões social e subjetiva; que não se reduz a ofertamentos apenas dos profissionais, mas que compõe contratos de cuidado com usuários; que permite a produção de cuidado interdisciplinar, etc), da valorização dos trabalhadores (cuidar de quem cuida; incluir trabalhador na tomada de decisão das organizações de saúde) e na defesa dos direitos dos usuários, entre outros. Mas a humanização não se reduz a um discurso, senão parte de concepções sobre o humano e sobre a política pública para interferir nas práticas de saúde e de gestão. E isto se faz com dispositivos, que são determinados arranjos de trabalho (organização do trabalho). Outro exemplo: Acolhimento com Classificação de Risco nas portas de Urgência e Emergência. Acolher é uma diretriz ética, contrato ético que os serviços assumem com a população de que todo usuário será acolhido em sua necessidade pelos serviços e equipes de saúde (esta é uma aposta). Mas esta diretriz (acolher) convoca a organização do trabalho, ou seja, deve possibilitar que se mude a forma como tradicionalmente abordamos os usuários que chegam às emergências. Assim, classificar de acordo com a gravidade do caso impõe que se considere que nem todos que chegam ao serviço têm as mesmas necessidades e que são elas que subordinam a ordem do tratamento/cuidado. Todavia, este acolher requer várias coisas, entre as quais consensos entre trabalhadores, acordos com a população, bem como discussão com a rede de saúde como um todo, pois no Brasil a maior parte das pessoas que chega às porta de urgência e emergência não se encaixam nestas definições e são, muitas vezes, demandas não acolhidas na atenção básica. Em outras palavras: humanização pressupõe exercício crítico às formas como temos cuidado das pessoas e organizado o sistema, aponta para diretrizes e aposta que as mudanças para serem efetivas devem ser acordadas e consensuadas coletivamente. Estas mudanças devem promover novas atitudes, novas éticas.

Entre no site do Ministério da Saúde e saiba mais sobre a Política Nacional de Humanização.

A Humaniza Brasil defende a Política Nacional de Humanização como ferramenta de gestão para as secretarias de saúde. Conheça mais sobre os nossos projetos ligando para (14) 8153-1885/Bauru-SP,  (61)8136-2384/Brasília-DF e  (44) 9900-2013/Maringá-PR ou mande e-mail para contato@humanizabrasil.org.br. Acompanhe a Humaniza Brasil no Twitter: www.twitter.com/humanizabrasil

Compartilhe!
  • Twitter
  • E-mail this story to a friend!
  • LinkedIn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • MySpace
  • Google Bookmarks
  • Rec6
  • Live
  • Turn this article into a PDF!
  • RSS
  • Print this article!

Humanização na Saúde sem fronteiras: estamos no Paraná.

A Humaniza Brasil, através de seu coordenador de humanização na saúde, Reginaldo Tech, realizou contatos no norte do Paraná. As regiões de Maringá e Londrina foram escolhidas pela equipe da Humaniza Brasil para a ampliação dos trabalhos de treinamentos vivenciais e consultorias em humanização na saúde.

marlene-e-beto

Marlene, na foto com Roberto Moreno Lopes, na coordenação da Humaniza Brasil/Paraná.

Naquela região, a gestora Marlene Begnossi Moreno Lopes foi escolhida como coordenadora de todos os trabalhos, ficando o professor Reginaldo Tech na coordenação pedagógica e a equipe da Humaniza Brasil (de Bauru e local) responsável pela execução dos projetos.

Com isso, a Humaniza Brasil dá mais um passo em direção ao seu propósito, que é  “o país com a saúde humanizada”. Vale lembrar que o professor Reginaldo Tech estará no início de agosto em Brasília, onde vai apresentar o projeto da HumanizaBrasil (treinamentos vivenciais e consultoria em humanização na saúde) em Seminário Nacional do setor.

Mais informações sobre os projetos de Humanização na Saúde, treinamentos vivenciais, palestras de qualidade de vida e coaching executivo, ligue para 14-81531885 ou mande e-mail: contato@humanizabrasil.org.br.

Compartilhe!
  • Twitter
  • E-mail this story to a friend!
  • LinkedIn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • MySpace
  • Google Bookmarks
  • Rec6
  • Live
  • Turn this article into a PDF!
  • RSS
  • Print this article!

Humanização na saúde só com protagonismo

Na semana passada, membros de nossa equipe participaram do XXIII Congresso de Secretários de Saúde do Estado de São Paulo, que aconteceu em Guarulhos, tendo como discussão básica o protagonismo dos municípios, envolvidos completamente com o sistema público de saúde. O Congresso obteve êxito total, já que as discussões em torno da saúde prosperaram muito e, cada vez mais, gestores e trabalhadores da área solidificam o sistema único de saúde.

O ruim deste Congresso fica por conta da falta do uso das mídias digitais para divulgação do Congresso em si, já que os organizadores ainda utilizam apenas as mídias tradicionais, através de assessoria de imprensa, dificultando o acesso às informações das coisas que vão ocorrendo durante o evento. Para o próximo Congresso, fica aqui a sugestão da Humaniza Brasil para que se crie um blog, como uma mídia própria para democraticar a informação de tudo o que ocorre durante o evento.

O professor Reginaldo Tech, presidente da HumanizaBrasil esteve na abertura do Congresso de Secretários de Saúde e acredita que “os gestores estão cada vez mais percebendo a importância de treinamentos vivenciais para solucionar a questão do atendimento na saúde”. Para Tech, “de todos os pontos instigados pela Política Nacional de Humanização, a questão do atendimento e do acolhimento é vital pois é o espaço de interação sistema-usuário”.

A HumanizaBrasil está presente em vários municípios dos Estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Paraná e Minas Gerais, com projetos relacionados a Conferência Municipal de Saúde, palestras sobre humanização e treinamentos vivenciais de humanização na saúde. Esta é a forma que os profissionais da HumanizaBrasil encontraram para colaborar com saúde pública. Para a HumanizaBrasil todo trabalho deve levar em conta o protagonismo dos trabalhadores, gestores e usuários.

Mais informações pelo telefone 14-81531885 ou pelo e-mail: contato@humanizabrasil.org.br.

Compartilhe!
  • Twitter
  • E-mail this story to a friend!
  • LinkedIn
  • del.icio.us
  • Facebook
  • MySpace
  • Google Bookmarks
  • Rec6
  • Live
  • Turn this article into a PDF!
  • RSS
  • Print this article!