Posts tagged ‘humaniza sus’

Humaniza Brasil em Minas Gerais: Paracatu começa movimento pela humanização na saúde

A cidade mineira de Paracatu iniciou um movimento pela humanização na saúde. O evento de abertura contou com a presença do professor Reginaldo Tech, da Humaniza Brasil, que proferiu a palestra “A arte da humanização na saúde”. Os realizadores (Ministério Público, Secretaria de Saúde, Prefeitura Municipal, Câmara Municipal e parceiros, com a Kinross) esperam realizar uma série de ações pela humanização e o acolhimento em toda a cidade, não apenas nas unidades de saúde pública, mas também em hospitais e outras entidades que cuidam da saúde. Veja o videoclip:

Quer saber mais sobre projetos de humanização na saúde e sobre treinamentos e palestras em gestão estratégica e humanizada na saúde, humanização na saúde e qualidade de vida, ligue para 14-81531885 ou mande e-mail: contato@humanizabrasil.org.br.

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Arealva também fez treinamento de humanização na saúde.

A secretaria de saúde de Arealva/SP também realizou o treinamento de humanização na saúde da Humaniza Brasil. O professor Reginaldo Tech foi o responsável pelo trabalho, que teve como ponto alto a revitalização das relações interpessoais. Assista ao filme do treinamento:

Saiba mais sobre os projetos de humanização na saúde: contato@humanizabrasil.org.br ou 14-81531885.

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Humanização na saúde de Santa Cruz do Rio Pardo está na rede: assista ao filme!

A Humaniza Brasil está em pleno processo de humanização na saúde em Santa Cruz do Rio Pardo, cidade do interior de São Paulo. Após os treinamentos vivenciais em liderança e atendimento com humanização e acolhimento, foram formados três grupos de trabalho: reorganização do organograma; produção do guia do usuário; e humanização. Os grupos tem mais alguns dias para finalizar procedimentos e planejar ações. Enquanto isso, assista ao filme que mostra momentos dos treinamentos, coordenados pelo professor Reginaldo Tech.

Quer saber mais sobre este trabalho, mande e-mail para: contato@humanizabrasil.org.br ou telefone: 14-8153-1885.

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À procura de doença ou em busca de saúde: qual modelo de saúde pública queremos em nossos municípios?

42-18288294Este ano viajei por muitos lugares dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e também no Distrito Federal. Viajei e, até o final do ano, ainda vou viajar muito. Observei coisas, palavras e pessoas… e ainda vi, bem de perto, o estado de saúde das nossas secretarias de saúde, hospitais e planos de saúde, além de indústricas farmacêuticas e distribuidoras de remédios. Fiquei ligado na saúde o tempo todo, durante todos esses meses de 2009.

E algo me chamou atenção: a estrutura, a organização e o modelo de saúde que existe hoje no sistema de saúde. Não falo daquilo que é o ideário, mas daquilo que é a ponta: o atendimento em si, o trabalho real, a vida dos trabalhadores e profissionais… o mundo do usuário.

Até o final do ano serão 13 cidades com atuação em  consultoria, palestras e treinamentos; quase 3 mil pessoas atendidas; 40 projetos realizados; e o ano todo nas 6 primeiras páginas do Google. Nesse trabalho todo, percebi um nó: qual modelo de saúde os municípios realizam… ou querem.

Esse é o nó: o modelo da doença, onde a medicina é curativa… ou o modelo da saúde, onde a medicina é preventiva? Eis o primeiro ponto dessa imensa rede, que queremos “desenrolar”. Mas esse é só um primeiro post, onde quero apenas mostrar qual é o nó. Vou dar um tempo… até amanhã… para você, caro internauta, refletir um pouco sobre a situação. Eu tenho minhas posições. Amanhã eu falo!

Quer saber mais sobre os projetos de humanização na saúde? Ligue para 14-81531885 ou mande e-mail: contato@humanizabrasil.org.br.

(Postado por Reginaldo Tech)

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Hospital das Clínicas e Associação Viva e Deixe Viver realizam um dos mais importante eventos de humanização na saúde do país.

O Hospital das Clínicas e a Associação Viva e Deixe Viver realizou uma excelente experiência em humanização na saúde no ano de 2009: o Congresso de Humanização, com conteúdos identificados através de fóruns durante todo o ano.

Com a proposta de provocar uma reflexão aprofundada sobre o conceito de humanização e suas interfaces frente à transformação dos modelos assistenciais e de gestão, o Hospital das Clinicas e a Associação Viva e Deixe Viver realizaram no mês de julho de 2009, em São Paulo, o 6°Congresso de Humanização da Saúde em Ação.

O evento, que teve como tema “Caminhos da humanização para a mudança dos modelos de atenção e gestão na saúde” contou com a participação de mais de 700 pessoas, entre elas autoridades e profissionais de reconhecido destaque, com a apresentação de novos projetos, cases de sucesso e as principais tendências do setor.

Para formatar a edição de 2009,  foram realizados, ao longo do ano de 2008, treze fóruns pré-Congresso. Estes encontros tiveram o objetivo de levantar dados e estimular a troca experiências sobre a humanização no setor de saúde, de forma que o conteúdo do congresso viesse  refletir o que vem sendo discutido e aplicado nas diversas regiões do País.

Na etapa final, médicos, enfermeiros e administradores contribuiram para indicar e definir temas capazes de proporcionar aos pacientes melhor qualidade de vida. Essa é uma das experiências mais bem sucedidas em humanização na saúde no país. A Humaniza Brasil, que acompanha muitas experiências no Brasil acredita nesse trabalho e nas pessoas envolvidas.

Entre no site da “Associação Viva e Deixe Viver”!

viva deixe viver

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Humanização na saúde: sonho, trabalho de reorganização ou moda?

ambiente_saude_segurancaNada disso… ou tudo isso junto e mais um pouquinho. Não é sonho, já que em muitos lugares do país, o que está mudando a cara do SUS são as experiências de humanização e acolhimento. Mas tudo começa com o sonho de se transformar o caos naquilo que chamamos de SUS que dá certo.

Não é apenas trabalho
de reorganização, pois, às vezes, essa tarefa fica por conta de profissionais racionalistas, cheios de fórmulas mágicas e receitas iguais para todas as doenças. Sabe aquele exame médico da piscina do clube? Algo assim: tudo igual para todo mundo. E isto não funciona. É preciso algo mais: reorganização com humanização e acolhimento. Gestão verdadeira, ao invés de coordenação automatizada e autoritária.

Moda? Sim e não. Explico: existem buscas sérias, como do Hospital Santo Amaro, do Guarujá/SP, onde se criou um grupo de trabalho de humanização que está descontruindo problemas e construindo soluções. Este grupo está se revelando como uma das melhores experiências de humanização do país. Ministrei a palestra “A arte da humanização na saúde” em evento desse hospital e percebi a qualidade do grupo de trabalho. Porém, às vezes recebo pedidos de certificação em humanização, como se a humanização fosse apenas um certificado… algo como “os melhores do ano”.

Feitas estas observações
, vamos aos procedimentos e avaliações. Criamos um método de trabalho que usamos nas consultorias e treinamentos em humanização na saúde, humanização em vendas e humanização no trabalho. É o Método OM/life, que impõe um ritmo de gestão em equipe, sem tirar a hierarquia dos gestores e colaboradores. OM/life significa “organização e método para a vida”.

Este método parte do princípio colaborativo, otimizando as tarefas e olhando para o conjunto da situação em busca de soluções, procurando retirar os resquícios individualistas que o cotidiano e a competitividade nos impõem. Vou dar um exemplo prático: em certa secretarias de saúde, havia um problema na limpeza e na conservação dos ambientes de saúde. Pois bem! Existiam dez prédios, sendo que em quatro as serventes faziam o serviço e em 6 havia algum problema: licenças médicas, aposentadorias e falta de concursos eram alguns nós desse problema.

A primeira solução era: contratar mais seis colaboradores. Solução simples, simplista e árdua. Após um trabalho de gestão em equipe, com um olhar do conjunto da situação, chegou-se a uma solução mais palpável: para dez prédios bastavam seis serventes em regime de rodízio de limpeza. Portanto, ao invés de contratar mais 6, contrataram mais duas. Outra saída seria a terceirização do serviço e a respectiva contenção de custos trabalhistas e otimização do trabalho. Este é apenas um exemplo, que pode parecer óbvio, mas não é, quando se olha apenas para o próprio umbigo.

Quer saber mais
sobre os meus trabalhos em humanização na saúde? Ligue para a Humaniza Brasil:14-81531885. Você também pode mandar e-mail: contato@humanizabrasil.org.br. Acesse os links: meadiciona.com/reginaldotech, reginaldotech.com.br, twitter.com/reginaldotech e twitter.com/humanizabrasil, sempre usando www. antes dos mesmos.

(Post escrito por Reginaldo Tech)

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Hospital Santo Amaro, do Guarujá, faz encontro sobre humanização. Reginaldo Tech ministrou a palestra “A arte da humanização na saúde”

várias SCRP guarujá 107O SUS que dá certo está se espalhando pelo país e a Humaniza Brasil tem orgulho em fazer parte desse processo. Na última quarta-feira, dia 28 de outubro, o Hospital Santo Amaro, do Guarujá, realizou o 1º Encontro de Humanização, organizado pelo Grupo de Trabalho de Humanização da instituição, com total apoio da direção do Hospital.

O Encontro foi marcado pela presença de profissionais da saúde, além de alguns visitantes de Guarulhos (Hospital Stela Maris) e Florianópolis (Lar Geriátrico São Francisco de Assis), com extensa programação e muitas discussões sobre projetos, ações e atitudes eficazes para a humanização na saúde.

A abertura foi feita pela enfermeira Claudinéia Pontes Sindice, que mostrou todo o trabalho do Grupo de Humanização, que tem apenas dois meses e já supera as expectativas de produção e trabalho. Na sequência, foi a vez do professor Reginaldo Tech proferir a palestra “A arte da humanização na saúde”, que gerou manifestações muito positivas na plateia, já que foi colocada toda a missão do profissional da saúde que objetive a humanização e o acolhimento.

várias SCRP guarujá 106Após o almoço, o evento continuou com as palestras “Acolhimento com estratégia de humanização no cuidar da enfermagem”, com a enfermeira Joseli Castilhano Matos, que também é a coordenadora do Grupo de Trabalho de Humanização do Hospital Santo Amaro, e  “A importância da humanização na terapia intensiva”, com o médico Dieter Sielfeld.

Na opinião do Dr. Dieter, é preciso que se faça algo para aproximar os médicos dos trabalhos de humanização. Já o professor Reginaldo Tech acredita em um “trabalho homeopático para que os médicos entrem nos processos de trabalhos pela humanização e acolhimento”.

Quer saber mais sobre projetos de humanização e acolhimento, entre em contato com a Humaniza Brasil pelo telefone 14-81531885 ou pelo e-mail: contato@humanizabrasil.org.br.

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Treinamento de humanização vai construir guia do usuário do SUS em Santa Cruz do Rio Pardo/SP

Reginaldo Tech ministra treinamento de humanização na saúde

Reginaldo Tech no treinamento de humanização na saúde

O treinamento de humanização na saúde que está acontecendo em Santa Cruz do Rio Pardo (95 km de Bauru; 351 km de São Paulo; e 1019 km de Brasília), ministrado pelo professor Reginaldo Tech, está formando uma equipe de líderes na secretaria de saúde daquela cidade. Esta equipe já está encarregada de construir o guia do usuário do SUS, no estilo “bata na porta certa”, que deve funcionar como um “protocolo” de trabalho na saúde pública.

Hoje, 15 de novembro, termina o módulo II das duas turmas de “humanização e liderança”. Na próxima semana começam a funcionar as turmas de “humanização e atendimento”. Estes treinamentos são identificados com os dispositivos da Política Nacional de Humanização, do Ministério da Saúde.

Segundo o professor Reginaldo Tech, que coordena os projetos de humanização na saúde da Humaniza Brasil, os treinamentos funcionam de forma vivencial e, ao mesmo tempo, acontece uma consultoria para que os participantes realizem trabalhos práticos, atendendo às necessidades e à realidade local.

Este programa de humanização na saúde acontece até o final do mês de outubro em Santa Cruz, atendendo proposta da Conferência Municipal de Saúde, que também propôs a construção do guia du usuário, sendo que a secretaria de saúde de Santa Cruz atendeu prontamente as duas propostas.

Quer saber mais sobre projetos de humanização na saúde, escreva e-mail para: contato@humanizabrasil.org.br ou telefone para (14) 8153-1885/Bauru-SP,  (61)8136-2384/Brasília-DF e  (44) 9900-2013/Maringá-PR. Acompanhe a Humaniza Brasil no Twitter: www.twitter.com/humanizabrasil. Sobre  professor Reginaldo Tech, acesse o site: www.meadicina.com/reginaldotech.

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Exclusivo: entrevista com o coordenador da Política Nacional de Humanização, Dr. Dario Pasche

A Humaniza Brasil publica entrevista exclusiva com o coordenador da Política Nacional de Humanização, Dr. Dário Pasche, um dos maiores gestores de saúde do Brasil. Pasche fala sobre a política de humanização e o imenso trabalho que coordena: uma grande rede de fazer, que resulta em mudanças precisosas na saúde pública do Brasil.

coordenador da PNH dário pasche foto divulgaçãoHumaniza Brasil: Pudemos notar a presença de gestores da saúde de todas as partes do Brasil no 2º Seminário Nacional de Humanização, que aconteceu em Brasília no início de agosto. Isto é sinal de que as propostas de humanização e acolhimento realmente se espalharam por todos os cantos do país?

Dário Pasche: Criada em 2003, pelo Ministério da Saúde, a Política Nacional de Humanização (PNH) do Sistema Único de Saúde (SUS) já está presente em todas as unidades da Federação e cerca de 300 hospitais do SUS têm algum dispositivo de humanização implantado. Além disso, há também outras unidades do SUS trabalhando com humanização, mas sem o apoio direto da equipe da PNH/MS. Durante o seminário foi possível perceber a força que esta política tem, e que vai bem além do acolhimento. Tivemos mais de 450 experiências em humanização que mostravam diretrizes do HumanizaSUS, como gestão participativa, defesa dos direitos dos usuários, valorização do trabalho e do trabalhador da saúde, clínica ampliada, entre outros.

Humaniza Brasil: A resolução dos problemas de atendimento no SUS passa necessariamente pela Política Nacional de Humanização?

Dário Pasche: A PNH recolhe e sistematiza um conjunto de pautas que foram construídas pela reforma sanitária brasileira e que compõem um ideário ético-político do SUS. Além disto, a PNH parte de experiências e inovações que o próprio SUS tem construído em duas décadas – SUS que dá certo – para constituir suas ofertas, tanto seus princípios, método e diretrizes, como dispositivos e ferramentas de trabalho. De fato, a resolução dos problemas de atendimento no SUS não passam necessariamente pela PNH, mas a política aponta caminhos para superar desafios como o acolhimento nem sempre adequado, a pouca valorização do trabalho em saúde, a não formação de vínculo entre usuários e equipes.

Humaniza Brasil: Qual é a grande dificuldade para implementação de mais ações de humanização e acolhimento nas cidades do país?

Dário Pasche: Em primeiro lugar não creio que seja possível esta separação entre humanização e acolhimento, nem tão pouco tomá-los como equivalentes. O acolhimento é uma diretriz da PNH, logo assume posição de direção clínico-política, orientando quaisquer práticas de saúde. Acolher passa a ser uma atitude, uma ética que baliza e sustenta todo contrato entre serviços/equipes/trabalhadores e usuários/rede sócio-familiar. Talvez a maior dificuldade para a consolidação da PNH como política pública seja provocada por ela própria. Explico melhor: a PNH toma como objeto de sua ação as relações de trabalho, de afeto, de saber e de poder entre sujeitos em situação de trabalho e destes com usuários. Assim, a humanização como efeito de mudança ética nas práticas de gestão e de cuidado, vai exigir reposicionamentos dos sujeitos nas relações, o que quer dizer que determinados comportamentos, atitudes, compreensões dos sujeitos e coletivos deverão ser alterados. E esta alteração implica em mudanças em campos muito sensíveis da vida e do trabalho, que passam a ser questionados e reconstruídos coletivamente. Nós nos constituímos como sujeitos também pelo trabalho e, assim, mudar as relações de trabalho exige que mudemos a nós próprios, o que pela experiência própria de cada um de nós, se sabe que não se trata de experimentação simples. Todavia, uma vez em curso tende a melhorar o trabalho, a disposição das pessoas e sua capacidade de contrair responsabilidades. Assim, a PNH lida com a cultura, com modos de organização do cotidiano do trabalho e isto, por si só, traz dificuldades de todas as ordens, pois se mexe com interesses, tradições e concepções muito arraigadas. E esta opção – começar por aí – se deve a uma convicção de que as mudanças na saúde são efetivamente capazes de se apresentarem inovadoras e sustentáveis se foram mudanças produzidas com as pessoas. E é por isto que qualificamos o método da PNH como inclusivo.

Humaniza Brasil: Como a política nacional de humanização se realiza na prática, no cotidiano de gestores, trabalhadores da saúde e usuários?

Dário Pasche: A PNH é um modo de fazer. É uma certa forma de introduzir mudanças nos modos de gerir e nos modos de cuidar em saúde. Este modo é chamado de método da inclusão: para mudar as práticas de saúde e de gestão é necessário que incluamos todas as pessoas, redes e movimentos sociais, transformando estas mudanças em resultados de processo de negociação e pactuação entre sujeitos. Um exemplo: quando nos propomos a fazer clínica ampliada, estamos convidando, permitindo a passagem nesta relação de desejos, interesses e necessidades dos usuários e de sua rede social, que cotejados com os saberes dos profissionais produzirão contratos terapêuticos que, necessariamente, serão compostos híbridos, uma mistura de ciência e vontade de investimento do próprio usuário em seu cuidado. Isto é um novo processo de comunicação e requisita dos profissionais e dos usuários deslocamentos de seus papéis tradicionais, o que é um desafio. Este modo de fazer que é a PNH (inclusão) está apontado para uma série de diretrizes, entre as quais a democratização das instituições (co-gestão), da ampliação da clínica (que incorpora a dimensões social e subjetiva; que não se reduz a ofertamentos apenas dos profissionais, mas que compõe contratos de cuidado com usuários; que permite a produção de cuidado interdisciplinar, etc), da valorização dos trabalhadores (cuidar de quem cuida; incluir trabalhador na tomada de decisão das organizações de saúde) e na defesa dos direitos dos usuários, entre outros. Mas a humanização não se reduz a um discurso, senão parte de concepções sobre o humano e sobre a política pública para interferir nas práticas de saúde e de gestão. E isto se faz com dispositivos, que são determinados arranjos de trabalho (organização do trabalho). Outro exemplo: Acolhimento com Classificação de Risco nas portas de Urgência e Emergência. Acolher é uma diretriz ética, contrato ético que os serviços assumem com a população de que todo usuário será acolhido em sua necessidade pelos serviços e equipes de saúde (esta é uma aposta). Mas esta diretriz (acolher) convoca a organização do trabalho, ou seja, deve possibilitar que se mude a forma como tradicionalmente abordamos os usuários que chegam às emergências. Assim, classificar de acordo com a gravidade do caso impõe que se considere que nem todos que chegam ao serviço têm as mesmas necessidades e que são elas que subordinam a ordem do tratamento/cuidado. Todavia, este acolher requer várias coisas, entre as quais consensos entre trabalhadores, acordos com a população, bem como discussão com a rede de saúde como um todo, pois no Brasil a maior parte das pessoas que chega às porta de urgência e emergência não se encaixam nestas definições e são, muitas vezes, demandas não acolhidas na atenção básica. Em outras palavras: humanização pressupõe exercício crítico às formas como temos cuidado das pessoas e organizado o sistema, aponta para diretrizes e aposta que as mudanças para serem efetivas devem ser acordadas e consensuadas coletivamente. Estas mudanças devem promover novas atitudes, novas éticas.

Entre no site do Ministério da Saúde e saiba mais sobre a Política Nacional de Humanização.

A Humaniza Brasil defende a Política Nacional de Humanização como ferramenta de gestão para as secretarias de saúde. Conheça mais sobre os nossos projetos ligando para (14) 8153-1885/Bauru-SP,  (61)8136-2384/Brasília-DF e  (44) 9900-2013/Maringá-PR ou mande e-mail para contato@humanizabrasil.org.br. Acompanhe a Humaniza Brasil no Twitter: www.twitter.com/humanizabrasil

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Hoje tem pré conferência de saúde em Santa Cruz do Rio Pardo

A Prefeitura de Santa Cruz está realizando pré conferências da Saúde nos bairros. Hoje o evento será no PSF da Vila Santa Aureliana, a partir das 7 horas da noite.

Até agora já foram realizadas pré conferências na Estação, Vila Fabiano e distritos de Caporanga e Sodrélia. Em todas houve presença significativa da população fazendo suas reivindicações.

A Pré Conferência é a oportunidade da população dar sua sugestão e definir prioridades do seu bairro. Qualquer cidadã ou cidadão pode e deve participar, com direito a voz e voto. Este ano o tema geral é “humanização na saúde”, com sub temas específicos como gestão em saúde e participação popular; atenção básica em saúde; atenção especializada e hospitalar; assistência farmacêutica e saúde da família.

O professor Reginaldo Tech, coordenador de humanização na saúde da Humaniza Brasil,  está fazendo as mini palestras em todas as pré conferências e vai falar no dia 3 de outubro sobre o tema: “A arte da humanização na saúde”. Para saber sobre as palestras do professor Reginaldo Tech e projetos da Humaniza Brasil, ligue para 14-81531885 ou pelo e-mail: contato@humanizabrasil.org.br.

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