Projetos sérios melhoram a educação no Brasil. “Acredite na escola pública” é exemplo disso.
A Humaniza Brasil tem trabalhado muito com educação permanente na saúde e tem projetos de acolhimento da educação e de qualidade de vida. Nessa trajetória, vamos conhecendo experiências fabulosas que acontecem Brasil afora. O exemplo que vamos dar é de um projeto social que acontece no Ceará. O professor José Breves, que estudou com o coordenador de educação permanente da Humaniza Brasil, professor Reginaldo Tech, na pós-graduação da Unesp de Araraquara, vai falar sobre o programa social “Acredite na escola pública”.
Com mais de 25 anos dedicados à educação, o professor José de Souza Breves Filho coordena um projeto social que tem melhorado o ensino no Ceará. Trata-se do “Acredite na escola pública”, que capacita professores dos ensinos fundamental e médio. A iniciativa oferta aulas sobre metodologia de ensino da leitura e da produção textual escrita; matemática; arte e educação; entre outras.
O professor Breves afirma: “Tenho como premissa o pensamento de que ninguém é capaz de ensinar o que não sabe. Em outras palavras, quem não é leitor, não ensina a ler; quem não é escritor, não ensina a escrever. Esse é o calcanhar-de-Aquiles da educação brasileira. Em consequência disso, tiramos 3,8 na avaliação da leitura e da escrita, feita no final do ano passado, com jovens de 15 anos. Ficamos à frente somente dos países mais pobres da África.
As atividades são realizadas em um sábado por mês e dividas em dois módulos. Pela manhã, são promovidos os cursos com professores e no período da tarde é realizada palestra voltada para os pais e estudantes. “Essas plenárias têm de versar sobre algo de interesse deles, como por exemplo, a relação pais e filhos; sexualidade; drogas; profissões e mercado de trabalho; educação para o trânsito; cuidados com a saúde; reciclagem de lixo, entre outras”, explica o professor.
O projeto também oferta atividades de conservação do meio ambiente, desenvolvidas diretamente nas escolas que participam da iniciativa e nas comunidades próximas a essas instituições de ensino. Atualmente o projeto envolve professores das escolas Municipal Vicente Fialho e Estadual Governador Adauto Bezerra. Da primeira instituição, participam 23 professores, beneficiando 640 estudantes da educação infantil e do ensino fundamental. Já da escola estadual, participam 73 profissionais.
“Neste primeiro ano, trabalhamos a organização dos conteúdos e os procedimentos metodológicos para o ensino do primeiro ano do ensino médio, beneficiando 18 turmas de, aproximadamente, 45 alunos em cada uma”, contou o professor. Esses estudantes do ensino médio são provenientes de 132 bairros de Fortaleza e da Região Metropolitana, como, por exemplo, Maracanaú, Caucaia, Pacatuba, Itaitinga, Euzébio, Urucutuba entre outros.
“Os alunos têm um déficit de aprendizagem muito grande. Alguns não tiveram a devida carga horária, em várias disciplinas”, pontua, Breves, que é escritor, pesquisador de métodos, técnicas de leitura e escrita, doutor em Linguística e Língua Portuguesa pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), graduado em Letras pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), membro do Grupo Interdisciplinar de Pesquisas e Estudos em Educação (GIPEE) e professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE).



















