Archive for the ‘gestão de pessoas’ Category.

Humaniza Brasil e Marca Pessoal fecham parceria para projetos especiais em desenvolvimento humano

marca4Mais do que realizar treinamentos, os empreendedores mais modernos querem realizar projetos especiais que tenham uma gama de valores agregados e de resultados significativos. Pensando nisso, a Humaniza Brasil, que se destaca com uma das principais organizações de projetos especiais em humanização na saúde, e a Marca Pessoal, agência especializada em negócios de desenvolvimento humano, fecharam importante parceria para os próximos anos.

humaniza logo corretaA Humaniza Brasil e a Marca Pessoal vão estar juntas, a partir de agora, com projetos em desenvolvimento humano nas áreas pública e corporativa. Para o coordenador de projetos de humanização na saúde da Humaniza Brasil, professor Reginaldo Tech, “esta parceria é realmente um convite para corpo e mente saudáveis”. Tech usou um dos focos da Marca Pessoal para se congratular com a nova parceria.

A Marca Pessoal tem grandes clientes e excelentes negócios em desenvolvimento humano, e também foca na qualidade dos resultados de todos os trabalhos realizados. Sediada em Santos/SP, a missão da equipe Marca Pessoal Treinamentos é trabalhar com todos os esforços no sentido de melhorar a vida das pessoas, oferecendo recursos da Neuropsicologia, Neurociência e Física Quântica, bem como utilizar a Programação Neurolinguística de forma ética e profissional.

A Humaniza Brasil vem colhendo resultados interessantes nos treinamentos, palestras e consultorias em humanização na saúde, colaborando com as mudanças necessárias para melhor atendimento, melhor gestão e eficácia na liderança dos gestores. Sediada em Bauru/SP, a missão da Humaniza Brasil é buscar novos caminhos para uma saúde preventiva e o uso de meios mais eficazes para a humanização na saúde, o acolhimento na educação e  a qualidade de vida.

Para Ari Brito, diretor da Marca Pessoal, a parceria com a Humaniza Brasil “vem agregar um valor importante para os trabalhos que já realizamos, pois estende o leque de bons produtos de desenvolvimento humano”.  Se quiser saber mais sobre a Marca Pessoal é só entrar no site. E se quiser saber mais sobre os projetos especiais em saúde, educação e qualidade de vida da Humaniza Brasil, ligue para 14-8153-1885 ou mande e-mail: contato@humanizabrasil.org.br.

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A vida e os desafios

070523_3“A vida só é possível através dos desafios. A vida só é possível quando você tem tanto o bom tempo quanto o mau tempo; quando tem prazer e dor; quando tem inverno e verão, dia e noite; quando tem tristeza tanto quanto felicidade, desconforto tanto quanto conforto. A vida passa entre essas duas polaridades, você aprende a se equilibrar. Entre essas duas asas, você aprende a voar até a estrela mais distante.”

Estas belas palavras do filósofo indiano Osho não precisam ficar apenas nas palavras… podem virar ensinamento. E todo ensinamento pode virar realização, que muda caminhos e perpetua o Homem. Este Homem que foi perdendo a sua essência humana… e se automatizando. Talvez, tenha sido exatamente daí que nasceu a palavra “humanização”. Humanizar o ser humano é paradoxal… contraditório… mas, necessário.

E assim vai a vida! E todos nós aqui… realizando, fazendo coisas, trabalhando, militando. Exatamente como é necessário para que a vida continue e seja cada dia melhor.

Humaniza Brasil: projetos especiais em saúde e educação. 14-81531885. E-mail: contato@humanizabrasil.org.br.

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Humanização na saúde pode começar com treinamento vivencial com foco na participação e no acolhimento – por Reginaldo Tech

IMG_0105Após 10 anos de projetos, trabalhos e experiências em humanização na saúde, tanto nos organismos públicos, quanto na iniciativa privada, podemos dizer que humanização e acolhimento realmente é o caminho. A Humaniza Brasil tem publicado posts de variados autores, ligados ou não à nossa organização, que ampliam essa discussão. Podemos dizer que, hoje, mesmo com a existência de uma política nacional de humanização, não há uma “receita pronta” de humanização na saúde, mas experiências variadas que modificam o atendimento nas unidades de saúde de todo o Brasil.

Todas as experiências que vem acontecendo demonstram a necessidade de uma visão mais humanizada e acolhedora em todos os sentidos e de todas as pessoas envolvidas. Gestores, profissionais, trabalhadores da saúde, administradores e até os usuários são participantes desta corrente. Existem ricas experiências em humanização na saúde por todo o Brasil, realizadas com ou sem ajuda oficial. As redes de produção de saúde se espalham por todo o país, sem que exista um “dono” desse trabalho.

Isto é o mais importante: disseminar experiências, compartilhar situações, aumentar a qualidade de atendimento, perceber a importância de uma rede que seja inclusiva e não exclusiva. Essa rede de produção de saúde é gerada pelo cotidiano, pelas atitudes eficazes e pelo trabalho em equipe. Em muitos lugares tudo isto é, ainda, apenas um sonho, porém, as experiências demonstram que tudo se modifica. Abslutamente tudo! Um bom começo para tudo isto seria a realização de treinamentos em desenvolvimento humano direcionados à humanização e acolhimento.

Assim, falar em humanização na saúde não pode ser exclusividade de um ou de outro, mas da sociedade como um todo, incluindo-se aí os poderes constituídos, já que é dever do Estado dar saúde de qualidade para a população. Um primeiro passo em cidades onde a humanização na saúde ainda é distante poderia ser mudar o foco dentro da questão financeira: ao invés de se dizer “gastamos tal importância na saúde”, pode-se dizer “investimos tal importância na saúde… para o bem da população”. Investimentos que devem, inclusive disponibilizar melhores salários para os trabalhadores da saúde.

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Humanização de seres humanos. Contraditório, mas necessário para a nossa saúde! – por Elisangela Cristina dos Santos

acala5(Secretária, trabalha em call Center há dois anos, desenvolve projetos e defende qualidade de vida e humanização para seus colegas de trabalho. Mora em São Bernardo do Campo/SP)

Hoje trabalho no call center de uma multinacional, onde luto constantemente e defendo a HUMANIZAÇÃO do atendimento para a qualidade de vida no trabalho. Acredito que valorizando o lado HUMANO do ser, podemos abrir um leque de possibilidades! E aprendi com um grande dramaturgo, Augusto Boal, que o Infinito também é para Dentro.

Não consigo ver
qualidade de vida, por exemplo, para um teleoperador, se não humanizarmos e investirmos na saúde para o bem estar do colaborador. Neste segmento, podemos trabalhar no plano físico, emocional e intelectual, produzindo qualidade de vida para o ambiente de trabalho, que é, na maioria das vezes, estressante, cansativo e competitivo. As pessoas acabam trabalhando em um ambiente hostil, o que causa baixa produtividade e dias de trabalho perdidos.

Muitos dos mais
incômodos e custosos problemas de saúde no trabalho são decorrentes dos altos níveis de estresse. Isto algumas pesquisas científicas indicam. Surgem, então, problemas físicos associados, por exemplo, à rotina nada ergonnômica dos trabalhadores, que ficam sentados por longos períodos de tempo, o que faz surgir lesões por esforço repetitivo.

Trabalhei durante sete anos em uma ONG, com pessoas extraordinárias, que me fizeram conhecer o verdadeiro sentido da expressão Ser Humano. Hoje, posso dizer com toda certeza que não vou parar, enquanto não colaborar para humanizar o trabalho em uma empresa call center e fazer com que os meus superiores percebam que o maior bem de uma empresa são as pessoas.

Estou nessa empresa para deixar a minha marca e contribuir para a saúde de todos. É por isso que acredito no desenvolvimento humano, que é o meio mais rápido e concreto de se modificar atitudes e comportamentos. Aprendi isso em cursos e bons trabalhos na área… e é por isso que acredito na humanização na saúde.

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A responsabilidade social das organizações – por Renato Dias Baptista

renato londrina(Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP. Docente da Universidade Estadual de Londrina e da Universidade Paulista. Consultor em Gestão de Pessoas. http://www.ideiaswireless.blogspot.com. E-mail: rdbapt@gmail.com. Post especial para a Humaniza Brasil)

A Responsabilidade Social é uma atividade recorrente no meio corporativo contemporâneo, ela envolve um conjunto de procedimentos – éticos e legais – que valorizam os funcionários, clientes, fornecedores, comunidades e o governo. Contudo, também comporta concepções bem antagônicas sobre a sua adoção. Alguns dizem que as empresas pagam impostos demais e que, por isso, o Estado – o recebedor – deve ser o único responsável. Outros acreditam que as empresas, sim, devem contribuir mediante um conjunto de ações que iniciam dentro de seu próprio contexto.

Os adeptos dessa última opinião abarcam tanto as organizações socialmente responsáveis como as que possuem apenas micro-facetas desse conceito, isto é, são empresas que impressionam seus clientes ao, por exemplo, distribuírem alimentos para entidades filantrópicas, praticarem a coleta seletiva ou o reuso de água. Embora não haja nenhum problema em colaborar com as entidades filantrópicas ou possuir práticas assistenciais, essa atitude não faz jus à denominação e de Empresa Socialmente Responsável.

O Instituto Ethos, a propósito,  é uma referência inicial para aqueles que desejam investir nessa ideia, e apresenta a Responsabilidade Social Empresarial como “a forma de gestão que se define pela relação ética e transparente da empresa com todos os públicos com os quais ela se relaciona e pelo estabelecimento de metas empresariais que impulsionem o desenvolvimento sustentável da sociedade, preservando recursos ambientais e culturais para as gerações futuras, respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais”.

Finalmente, é preciso atenção à visão parcial encontrada em muitas comunicações organizacionais, resultados de estratégias assimétricas e contraproducentes que tentam incorporar a amplitude da Responsabilidade Social em donativos ou feitos isolados. Numa sociedade que busca a evolução, tudo o que é falacioso deve ser contestado pelas  organizações sérias ou pelos cidadãos. Não devemos perder de vista a Ética Organizacional; um exercício que precede a origem da empresa e que, com o passar do tempo, deve ser incorporada à sua cultura.

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Humanização e velhice: qualidade de vida na saúde – por Joana Carolina Paro

Joana Blog2

(psicóloga transpessoal e poeta, tem o blog Elogio à vida. Especializada em biopsicologia pelo Instituto Visão Futuro; em violência doméstica pela USP; em psicologia transpessoal pelo Instituto Humanizatis de Campinas. Proprietária da Ânima Núcleo de Desenvolvimento. Mora em Penápolis e participa dos projetos da Humaniza Brasil)

A gente nunca pensa em envelhecer enquanto é jovem. A gente sempre acha que ainda é jovem para pensar em envelhecer. Temos medo… Pavor… Horror só em pensar ! Alguns, não todos, claro! Conheço inúmeras pessoas que envelhecem magnificamente, aceitando e superando as limitações de seu tempo. Pessoas que vão pelo caminho sempre revendo conceitos e valores, tornando-se menos preconceituosas, menos moralistas, mais flexíveis, que seguem transformando todo o conhecimento de uma vida em sabedoria de viver em equilíbrio consigo mesmas, com os outros e com o universo. Sem julgamentos. Amorosamente acolhendo as imperfeições humanas e proporcionando harmonia ao mundo.

Diz um ditado que morremos como vivemos. Então, temos que nos ocupar de como estamos vivendo e não nos pré-ocupar de como ou quando morreremos. É isso que faz a diferença, saber que fazemos nossas escolhas.
A expectativa de vida aumentou e o mercado está transbordando de ofertas de como não envelhecer, ou melhor, não desenvolver as doenças da velhice.

Estamos cansados de saber sobre a necessidade de dieta equilibrada, exercícios físicos, interesses diversificados para manter os neurônios em atividade, amigos verdadeiros, família solidária, algum lazer, se possível um amor sensual sem conflitos, isso para manter a qualidade de vida na velhice. Tudo isso dá um imenso trabalho! Cuidados constantes, diários, rotineiros, durante a jornada inteirinha.

Envelhecer com juventude é um grande lance! Acredito que isso é possível e, para mim, significa envelhecer com alegria e entusiasmo pela vida. É estar aberto às novas formas de cultura renovada pelas gerações. Experimentar tudo que a vida oferece dentro das suas condições, conhecer seus limites e fazer deles cercas vivas cultivadas com primaveras num belo jardim.

Significa adquirir o direito de fazer arte sem preocupar-se com o sucesso e as críticas, pelo simples prazer de ver as horas passarem descobrindo seus próprios traços, suas cores, sua poética de expressão na vida. Ir ao encontro do EU maior que nos habita…

Envelhecer com juventude é cultivar o amor incondicional a serviço do outro como instrumento de transformação do mundo. Ensinar as crianças e os jovens o valor de servir com amor a toda a humanidade. Ser revolucionário na sua linguagem de paz.

Envelhecer com juventude é transcender as aparências e as limitações e penetrar na alma da vida, no seu verdadeiro sentido, nas esferas mais sutis da consciência do eterno mistério da existência. Ter juventude é caminhar como quem dança, sonhar como criança e amar, amar e amar… e isto tudo é humanizar a nossa saúde!

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Humanização na saúde pode ser feita através de desenvolvimento humano – por Lucia Cirino de Moraes

lu2(psicóloga transpessoal, formada pela Unesp/Bauru, com especialização em biopsicologia pelo Instituto Visão Futuro e desenvolvimento humano pelo Instituto Al-Tay, da Sibéria/Rússia. É também instrutora de yoga e meditação; e participa dos trabalhos da Humaniza Brasil)

Muito se fala hoje em humanização, principalmente humanização na saúde. Os governos federal e estadual têm programas específicos para a questão da humanização, que vão modificando realidades e formando pessoas, que passam a “pensar” a saúde de uma forma humanizada. Outro dia, ouvi no HumanizaCast o secretário da saúde de Bauru, Dr. Fernando Monti, falando algo como: ” quando o paciente chega na unidade de saúde com um problema de fígado, o profissional que o atende não pode atender um fígado, mas uma pessoa por inteiro, com sentimentos e sensações”.

Este deve ser mesmo o grande problema da saúde no Brasil, seja oública ou privada: a visão individual daquele que cuida do paciente. Não acredito que resoluções burocráticas ou grupos de discussão resolvam sozinhos esta grave questão. Acredito, mesmo porque trabalho com isto, que é o desenvolvimento humano o caminho para melhorar estas relações tão conflituosas, como a relação profissional-paciente.

Porém, há que se refletir sobre qual trabalho de desenvolvimento humano pode e deve ser feito com os profissionais, trabalhadores da saúde. Desenvolver pessoas é trabalhar o íntimo e recuperar a auto-estima, olhar para o ser de uma forma integral e não apenas olhar para os seus problemas. Desenvolver pessoas é sair da rotina racionalista dos projetos, propostas e protocolos, repensando a individualidade, o eu e o ego.

O trabalhador da saúde é ser humano (isto é óbvio) e precisa ter não apenas seus pensamentos trabalhados, como acontece nas rodas de debates e conversas, mas também seus sentimentos, sentidos e emoções “retrabalhadas”. É também assim que se vê o ser humano de forma integral.

Portanto, assim como o médico, secretário de saúde, Dr. Fernando Monti, colocou a questão de não se ver o paciente apenas com o foco na sua doença, deixando de lado o ser integral, o trabalho de humanização também deve olhar o trabalhador da saúde como um ser integral possibilitando, por exemplo, que o seu estresse diário seja usado a seu favor e não contra ele e contra todos.

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Humanização na saúde é a única saída – por Wilson Martins

wilson martins(Administrador de empresas, gestor de recursos humanos, 12 anos na área da saúde e 3 anos como gerente de secretaria de saúde municipal, parceiro da Humaniza Brasil)

Parece um absurdo falar em humanizar a atividade humana, no entanto, a sociedade vive tristes aspectos de selvageria. Sofre pelas graves violências cotidianas, das favelas, morros, ruas e até domésticas.

No caso de humanização da saúde temos que desenvolver um intenso trabalho no âmbito clínico/hospitalar para combater a insensibilidade, o processo de anestesiamento dos profissionais da saúde. De tanto ver gente sofrer, gemer e morrer já não mais impressiona e nem comove, tudo parece e é vivido como simples casos de rotina. Só que cada um tem sua dor, seu sofrimento, emoções e preocupações de forma individual e personalizada.

É pre ciso que o servidor público/funcionário entenda que, normalmente, não lida com pessoas comuns que estão felizes, mas sim, com pessoas que trazem atrás de si uma bagagem de sofrimentos, seja esse passageiro ou não, mas o certo é que estão sofrendo toda sorte de infelicidades, pressão, pobreza, miséria e um enorme medo e descrédito dos serviços públicos de saúde.

O funcionário/servidor público de uma policlínica, posto de saúde, clínica ou hospitais privados é conscientizado no curso de Humanização da Saúde que, toda pessoa, independentemente da sua cultura e da sua condição social, ao adoecer, ao se submeter a uma cirurgia, ao ocupar uma maca na emergência ou leito na CTI/UTI, fica profundamente fragilizada, sente insegurança, medo de sofrer e morrer. Nessas circunstâncias, mais do que nunca necessita de apoio, presença e carinho humano. É também o momento em que passa a lembrar de Deus, do qual, talvez viveu esquecida.

Muitas vezes, “Mais que de máquinas, necessitamos de humanidade. Mais do que de inteligência, necessitamos de afeição”. Charlie Chaplin. ..

Muitas dessas pessoas, além das doenças que as afligem, são pessoas excluídas do sistema, permanentemente desempregadas, passando necessidades, com baixa auto- estima, em sua grande maioria viciada em álcool, (que às vezes está cobrando o preço de viver uma vida desregrada), sem perspectivas de dias melhores, sem esperanças, apenas tem um dia a após o outro, enfim, são pessoas que não tem qualidade de vida.

As vidas dessas já são um inferno devido as péssimas condições em que vivem. Chegam ao serviço de saúde e se deparam com um quadro constante: funcionário desmotivado, baixos salários, falta de treinamento, falta de medicamentos básicos, ambulâncias, sendo que, em todo o Brasil, salvo raras exceções, a população tem péssima impressão dos funcionários dos serviços de saúde.

A falta de empenho, despreparo e vontade dos gerentes e agentes políticos fazem com que os funcionários que lidam diariamente com recepção, encaminhamentos e cuidados desses pacientes os tratem com descasos. Para as pessoas que necessitam cuidar da sua saúde acontecem péssimos tratamentos, demoras e enormes custos, com as consequências que bem conhecemos: agravamento de sua saúde, maior custo para o serviço de saúde e até óbito do paciente, simplesmente por demoras desnecessárias.

Tudo isso pode e deve ser evitado com ganhos reais para todos os atores envolvidos, seja o gestor público, funcionários/servidores e pacientes, desde que se faça constantemente treinamento, palestras, cursos de Humanização da Saúde em que os funcionários/servidores sejam chamado a “atuarem” até com a aplicação da Lei do Menor Esforço, diminuindo assim, o estresse e doenças ligadas a esse, tão comuns no servidor público, responsáveis, por faltas e afastamento da parte dos funcionários/servidores.

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Zilda Arns, um exemplo de humanização e acolhimento

zilda arns 2

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Humanização na saúde vista como atendimento qualificado – por Luiz Bigarelli Junior

luizbigarellijr(pedagogo, publicitário e consultor em gestão de pessoas, área de atendimento e vendas. Foi governador da Associação Internacional de Lions Clube entre 2008 e 2009. É parceiro e colaborador da Humaniza Brasil)

No final de 2009, recebi com muito carinho um convite muito especial do Reginaldo Tech para escrever um post no blog da Humaniza Brasil. Os dias se passaram e fiquei pensando sobre a abordagem do tema direcionado para saúde, humanização, acolhimento, atendimento ou qualidade de vida.  Hoje estou tranquilo, pensando e revendo algumas coisas e localizei o tema e a abordagem.

Postei no BauruBlog o conteúdo de um panfleto que peguei em um Hotel em Ribeirão Preto, muito simples, já conhecido, prático e eficaz, porém, cada linha com uma amplitude e profundidade sem igual. Selecionei duas linhas para trabalhar brevemente aqui.

Trabalho com consultoria em gestão de pessoas, equipes de vendas e muito com marketing interno. Desta forma, nossos trabalhos se cruzam em determinadas situações, onde o Reginaldo Tech desenvolve seu trabalho de humanização na saúde.

1º Conceito selecionado:

O cliente não é uma interrupção em nosso trabalho, mas seu objetivo.

Este é o 3º dos 10 mandamentos do bom atendimento. Geralmente em qualquer lugar, mas aqui tratando, especialmente na saúde, muitas vezes nós, usuários do sistema, nos sentimos como um tropeço, sentimos em alguns lugares que estamos incomodando quem nos atende. Se olharmos a rede pública de saúde e acompanharmos um atendimento, podemos facilmente chegar a esta clara conclusão. Chamo de cliente o usuário do sistema de saúde.

Independente da natureza do cidadão, seja pobre ou rico, bonito ou feio, todos tem o direito a serem tratados não como uma interrupção no trabalho, mas como clientes do sistema público de saúde. Clientes pois, de uma forma ou de outra, acabam recolhendo seus impostos, seja de forma específica ou indiretamente como consumidores. Nós somos a razão da existência do sistema, simplesmente isso.

2º Conceito selecionado:

O cliente não é alguém com quem devemos manter duelo verbal.

Este é o 7º
mandamento do bom atendimento. Nós sabemos que, muitas vezes pela inoperância ou dificuldades operacionais do sistema público de saúde, os ânimos se exaltam. As pessoas ao buscarem determinadas soluções, crêem que o sistema tem a obrigação de resolver determinado problema, não deixa de ter razão nesta parte, mas, simplesmente é a função resolver, porém os recursos e a demanda acabam por impedir que algumas situações sejam resolvidas. Daí surge o duelo verbal.

Nestas situações sermos resilientes, pacientes, praticarmos a empatia, colocando-se no lugar do outro, estabelecermos uma conversa adulta e principalmente amiga, pode fazer muita diferença na solução deste problema. Em vez de duelar verbalmente, devemos tratar com elegância e principalmente amor cada caso difícil que nos apresenta. Isso é dar qualidade de vida ao usuário da saúde pública ou privada.

É isso, creio não ser tarefa simples trabalhar no atendimento seja de qualquer setor, público ou privado. Atender é uma arte e exige certas habilidades muito complexas. Atender um ser humano em busca de solução para seus problemas em uma situação de grandes adversidades é um grande desafio e tenham certeza de que quanto mais amigo, mais cortesia usarmos e principalmente se oferecermos um atendimento mais humano e empático, melhores resultados alcançaremos.

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