Archive for the ‘gestão de pessoas’ Category.

Treinamentos em atendimento, liderança e humanização na saúde geram desenvolvimento humano

A Humaniza Brasil tem realizado diversos treinamentos em atendimento, liderança e humanização na saúde em cidades dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná, utilizando o desenvolvimento humano e a gestão de pessoas como foco do trabalho. Com projetos realizados dentro da realidade e das necessidades de cada município, a Humaniza Brasil tem participado ativamente da produção de saúde e qualidade de vida para os trabalhadores da saúde. Humanização na saúde, para a Humaniza Brasil, é também desenvolvimento e gestão para os colaboradores das unidades de saúde, vinculadas tanto ao poder público, quando à iniciativa privada.

Dessa forma, as capacitações realizadas em cidades como, por exemplo, Mongaguá, Arandu e Araçatuba, todas ocorridas neste início de ano, começam a consolidar uma rede de trabalho, relacionada ao desenvolvimento humano, que contribui para um melhor atencimento aos usuários dos sistemas de saúde, com mais humanização e acolhimento.

Para saber mais escreva para contato@humanizabrasil.org.br ou telefone para 14-3011-7560 ou 14-8153-1885.

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Os estágios acadêmicos – por Renato Dias Baptista

Os universitários começam a busca por um estágio que, além de ser uma norma curricular, representa o necessário contato com a realidade. O período de estágio é um dos momentos mais importantes entre o ensino acadêmico e o mercado. Algumas vezes, o estágio é um complemento daquilo que foi ensinado, em outras ocasiões pode sobrepujar os conhecimentos, principalmente se realizado numa organização – frise-se – ética e bem gerida. As empresas bem geridas possuem setores ou profissionais capacitados para administrar os planos de estágios. Naquelas que apresentam boas práticas, os estagiários são considerados colaboradores em potencial.

Embora
a efetivação não possa ser garantida após o término das atividades, essas empresas sabem que contribuem na formação profissional e na capacitação para o mercado. As empresas éticas consideram os estagiários como talentos a serem desenvolvidos, e por isso, os direcionam para tarefas consonantes ao programa do curso em que o estudante está inserido. Infelizmente, não são todas as organizações que possuem a mesma conduta, também não é necessário uma procura intensa para encontrar alunos desenvolvendo tarefas que estejam totalmente descaracterizadas como um estágio. Não há justificativa quando alguém que cursa Administração ou Psicologia, por exemplo, tenha a maior parte de seu tempo de estágio tomada por tarefas como digitação de dados ou recepção.

1134024_people_5Claro, se levarmos em conta um estudante de baixo poder aquisitivo, podemos “compreender” o motivo de sua aceitação em executar tais tarefas. A bolsa, em muitos casos, é parte fundamental na manutenção dos estudos, da alimentação, do transporte, entre outros. Entretanto, deve ser ressaltado que a necessidade financeira de um estudante não deve ser concebida como incentivo a essa conduta empresarial. Quando uma organização considera o estagiário como um subproduto de seus recursos humanos, ela descaracteriza o planejamento e o desenvolvimento organizacional e tende em aplicar o mesmo procedimento aos seus colaboradores, além de ser uma visão distorcida que não credita competência em outros subsistemas.

Como superar esses entraves? Para as organizações que queiram mudar, vale o princípio básico do benchmarking: a realização de visitas técnicas em empresas que acertam nas boas práticas relacionadas às ações de gestão de talentos. Essas visitas podem convencer que a mudança é válida e rentável, também ensinam muito, visto que são corporações inteligentes – entre inúmeros aspectos – no planejamento de estágios, no desenho de atividades alinhadas com a formação acadêmica e na preocupação com um dos componentes das ações de Responsabilidade Social Empresarial: o público interno.

*Renato Dias Baptista é doutor em Comunicação pela PUC/SP, docente da Universidade Estadual de Londrina (UEL) e da Universidade Paulista (Unip).

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Um domicílio, uma história, uma vida: espaços de humanização – por Elmis Santos

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Nutricionista, formado pela FANUTRI/UEMG, especialista em Nutrição Humana e Saúde pela UFLA, Atuando em Oncologia, nas ONGs + Vida, Centro de Apoio aos Portadores de Câncer e da UNIAP, Unidade de Apoio aos Portadores de Câncer Blog: http://personaldiet-elmis.blogspot.com e Orkut: comunidade humanização oncológica, Palestrante motivacional e humanização em Oncologia.

A personalização do indivíduo está totalmente condicionada a sua condição existencial primária, alicerçada e humanizada, composta de três fatores determinantes: a referência de um lar (domicílio); suas experiências e trajetória de vida (história); e sensibilidade e valores interiores (vida).

Imaginar estabelecer relações sociais, distante desse olhar, é o mesmo que plantar uma semente em terreno árido, esperando colher belos frutos e descansar sob uma boa sombra fresca. Nos momentos de fragilidades existenciais, como por exemplo: situação de doença grave com risco eminente de morte; e perda repentina, trágica e irreparável de alguém ou algo querido.

Precisamos doar nossos ouvidos, doar nosso carinho, prestar nosso cuidado, respeitando seu domicílio, valorizando sua história, contribuindo para o fortalecimento de sua crença e esperança na vida, promovendo assim, a verdadeira humanização. É impressionante a superação do ser humano, quando se tem a sensação de perda do seu lar, vê ameaçada sua história e traz consigo um desejo imensurável de viver.

Por outro lado, é impressionante como indivíduos confortavelmente desligados de seus domicílios, alheios a sua própria história, dando pouco ou nenhum valor à essência das suas existências, que é a vida. Diante do menor problema, essas pessoas logo fraquejam, deixando se consumirem pela chama do desespero e desânimo.

assinatura  humaniza correta

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Humanização na saúde agita Pernambuco: eventos vão fazer do Recife a capital brasileira de humanização na saúde em julho

Veja os principais pontos da programação prevista para o I Congresso Norte-Nordeste de Humanização na Área da Saúde e do II Congresso Pernambucanno de Humanização na Área da Saúde, que vão acontecer no mês de no Recife:

° Rede de saúde: marcos para uma Política de Humanização.
° Humanização nos três níveis de assistência em saúde
° Formação do profissional de saúde: Humanização e Ética na matriz curricular.
° A saúde do trabalhador da saúde.
° Medicina dos Cuidados Paliativos.
° Interdisciplinaridade e Transdisciplinaridade nas equipes.
° Arte na Medicina.
° Bioética, Biodireito e Biomedicina.
° Infecção hospitalar: mitos e realidades.
° Diversidades humanas
° Humanização e finitude
° Projetos inovadores
° UTI: portal do inferno ou esperança de vida?
° Terapias Alternativas: coadjuvantes dos tratamentos alopáticos?
° Dor e Sofrimento: no cotidiano do profissional de saúde, na vivência do paciente
° Humanização e Espiritualidade
° Transplantes

Saiba mais sobre os eventos acessando o site http://www.congressohumanizasaude2010.com.br/

A Humaniza Brasil divulga iniciativas de Humanização na Saúde.

Conheça os projetos de humanização na saúde da Humaniza Brasil: 14-3011-7560 ou 14-8153-1885

E-mail: contato@humanizabrasil.org.br

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Humanização na saúde através do trabalho de desenvolvimento humano e da qualidade de vida: trabalho da Humaniza Brasil que vem dando certo

1185102_happyA Humaniza Brasil tem seu projeto de humanização na saúde estabelecido. Nosso trabalho é gerado a partir do desenvolvimento humano, o que solidifica as relações interpessoais, o atendimento com qualidade e a liderança proativa nos locais de trabalho. O estresse na área da saúde necessita de respostas rápidas para mudanças de atitudes nos trabalhadores da saúde e nos gestores. Este trabalho da Humaniza Brasil tem origem nos muitos exemplos de humanização na saúde que tem acontecido no Brasil, após dez anos de trabalhos oficiais em humanização.

Já realizamos este trabalho em inúmeras cidades, seja em secretarias de saúde, hospitais, empresas de distribuição de medicamentos, universidades, empresas de planos de saúde ou empresas não ligadas a área da saúde. O movimento positivo e de resultados estabelecido em todos os lugares tem sido o nosso grande diferencial. Trabalhamos de maneira proativa e decisiva, orientando-nos através da realidade e da necessidade locais. Nada de treinamentos pasteurizados e ecessivamente burocráticos. Não discutimos o que é humanização na saúde, mas concretizamos atitudes, junto com gestores e trabalhadores da saúde, no sentido de eles próprios interferirem na realidade.

Não existem receitas prontas: este é o fato! Todo o trabalho realizado por gestores e facilitadores das áreas federal, estadual e municipal tem sido muito importante para as mudanças de atitudes e na melhoria do atendimento ao usuário. Porém, algo mais efetivo e amplo pode ser feito. Assim surgiu o nosso trabalho… na intenção de colaborar. E o mundo colaborativo é uma realidade fervilhante. Esta é a rede do bem, que não critica, mas auxilia!

Atuamos com todos os trabalhadores, líderes e gestores. Utilizamos práticas do desenvolvimento humano na elaboração e na excecução dos nossos treinamentos. Possibilitamos discussão ampla e aberta sobre a realidade local… e buscamos soluções conjuntas, desenvolvendo um plano de atuação através de grupos de trabalho. Ou será que não é importante cada organização reelaborar seu organograma de funcionamento; criar um guia do usuário que realmente se estabeleça como um “meio eficiente de comunicação”; desenvolver um processo de acolhimento concreto e não apenas burocrático; ter os próprios trabalhadores no comando dos trabalhos de humanização na saúde; modificar conceitos de comunicação e protocolo; e, finalmente, atender o usuário e o próprio trabalhador com qualidade e eficiência?

Nosso trabalho é assim: simples, direto, proativo e baseado no desenvolvimento humano e nas modernas práticas de gestão estratégica. Quer saber mais, ligue para 14-3011-7560 ou 14-8153-1885. E-mail: contato@humanizabrasil.org.br.

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Pernambuco prepara congressos de humanização na saúde e encontro de palhaçoterapia

“A Medicina como arte de curar veio perdendo esta característica ao longo dos dois últimos séculos, tornando-se uma profissão exercida mais na base da instrumentalização, em detrimento da atenção ao doente. O avanço tecnológico, reconhecidamente importante na elucidação, tratamento e reabilitação de muitas doenças, não deveria jamais substituir o caráter fundamentalmente relacional de um trabalho que envolve pessoas – é preciso ter sempre em mente que se deve tratar doentes e não doenças.


Nessa perspectiva
, o principal papel do profissional de saúde é cuidar do paciente, mesmo que não seja possível promover a cura de sua doença, pois enquanto cidadão e usuário do sistema de saúde, qualquer paciente tem o direito de receber atenção e respeito dos profissionais que tratam de seus males, dentro de uma visão holística de cuidados de saúde. Pensamos também que profissionais de saúde sentir-se-ão mais motivados a prestar um atendimento eficiente e eficaz, desde que se sintam comprometidos e estimulados em seus espaços de trabalho. Por fim, defendemos que a formação de estudantes da área de saúde deve contemplar o desenvolvimento de práticas humanizadas no cuidado de pacientes.

Assim, estamos preparando nossos Congressos de Humanização 2010, em julho próximo, no Centro de Convenções de Pernambuco e em nossa bela Recife, para debater a melhoria da assistência interdisciplinar em saúde, alertar para o auto-cuidado que todo profissional de saúde precisa desenvolver em si próprio, e mostrar o que estudantes universitários já estão fazendo para minorar o sofrimento e ajudar na recuperação de pacientes.”

* Texto publicado na página oficial do I Congresso Norte-Nordeste de Humanização na Área da Saúde, II Congresso Pernambucano de Humanização na Área da Saúde e I Encontro Estudantil de Palhaçoterapia.

PARTICIPE DESTE EVENTO. MAIS INFORMAÇÕES NO LINK ACIMA.

* A Humaniza Brasil ajuda a divulgar atitudes positivas de humanização na saúde.

Blog da Humaniza Brasil

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Mongaguá continua projeto de humanização na saúde com treinamento para lideranças

A cidade de Mongaguá, administrada pelo prefeito Paulo Wiakowski Filho, continuou na última semana o projeto de humanização na saúde, realizado pela Humaniza Brasil, com treinamento de todos os servidores da saúde em desenvolvimento humano, mais precisamente em atendimento, liderança, humanização e acolhimento. Na última sexta-feira, lideranças da secretaria de saúde, cujo diretor é o Dr. Sérgio Paulo Nascimento, realizaram um dia todo de capacitação em lideranças, revitalização dos relacionamentos interpessoais e trabalho proativo.

A partir deste último treinamento, os líderes criaram quatro grupos de trabalho, que começam a funcionar imediatamente: criação do guia do usuário; estudo do organograma da secretaria de saúde; humanização na saúde; e produção do projeto de acolhimento. Estes quatro grupos de trabalho, compostos por cerca 20 servidores neste primeiro momento, estão interligados através da internet, o que significa dizer que está constituída uma rede de produção de saúde, já que todos tem funções de comando na secretaria.

O próximo passo é ampliar estes trabalhos, que serão de realizações práticas, acompanhadas de estudos, uma vez que os outros servidores da saúde já participaram de treinamento de atendimento, humanização na saúde e revitalização das relações interpessoais.

Um ponto importante que resumiu o encontro da última sexta-feira é o fato de todos saberem que são capazes de melhorarem ainda mais o atendimento da saúde em Mongaguá e também de realizar um trabalho proativo, auxiliando profundamente o diretor da saúde Sérgio Paulo do Nascimento e o prefeito Paulo Wiazowski Filho. Quer saber mais sobre projetos de humanização na saúde, entre em contato com a Humaniza Brasil. Fone 14-8153-1885 ou e-mail: contato@humanizabrasil.org.br.

Blog da Humaniza Brasil

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Gestão estratégica pode colaborar com humanização na saúde

roda de pessoasMuito se fala em humanização, atendimento e acolhimento, mas o índice de resolução de conflitos ainda é baixo, mesmo com tantos bons exemplos de trabalhos e projetos de humanização na saúde que existem pelo Brasil. No estado de São Paulo, as secretarias municipais de saúde vão construindo iniciativas próprias de humanização, atendendo sempre as realidades locais.

Existem procedimentos interessantes que estão acontecendo e é preciso que estas experiências sejam compartilhadas. O blog da Humaniza Brasil já abriu o espaço para a divulgação de projetos e iniciativas e já divulgou grande número de atividades. Para ocupar este espaço, basta enviar material de divulgação em formato de texto para blog para o e-mail: contato@humanizabrasil.org.br. Talvez o grande segredo de experiências de sucesso que estão despontando, por exemplo, no interior do estado de São Paulo, seja a gestão estratégica auxiliando o trabalho de humanização.

A política de humanização é um patrimônio do povo brasileiro! Assim, as boas ideias e práticas vão se espalhando e colaborando com o Sistema Único de Saúde, o maior sistema de inclusão social do mundo. De nossa parte, vamos colaborando e sempre abrindo este espaço do blog. A rede de humanização na saúde precisa crescer ainda mais.

A grande notícia desta semana aqui da Humaniza Brasil é o Grupo de Estudos de Humanização “David Capistrano”. Mais notícias depois. Entre em contato: 14-8153-1885 ou contato@humanizabrasil.org.br.

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Acolhimento precisa de dinâmica, poder de decisão e compaixão – por Reginaldo Tech

Várias secretarias de saúde, hospitais e unidades de saúde estão experimentando a “porta de entrada com acolhimento”. Não vou aqui teorizar sobre a política nacional de humanização e nem sobre o que pensam os teóricos a respeito do acolhimento. Vou apenas desvelar algumas experiências que estão ocorrendo em várias cidades: positivas e negativas.

Nem vou citar os nomes das cidades, pois não estou fazendo avaliação dos trabalhos, mas apenas mostrando “cases”. A ideia de acolhimento não foi inventada pela política nacional de humanização, mas revelou-se também nos textos pós PNH. Portanto, não se trata de uma mordaça: “tem de ser assim e não pode ser de outro jeito”. Gestores, profissionais e trabalhadores da saúde vem experimentando o acolhimento, talvez para verificar a melhor forma de se fazer… na prática… e não apenas no bla-bla-bla.

floresA recepção das unidades de saúde, sejam públicas, terceirizadas ou privadas, é feita normalmente em um balcão, para onde o usuário se encaminha em busca de consultas, exames ou outras informações. Neste caso, a recepção é estática, sem oferecer o acolhimento com boas vindas. Esta é a forma “normal” que as unidades de saúde utilizam para receber o usuário.

Algumas unidades estão experimentando a recepção com acolhimento (é o que dizem) colocando uma mesa na entrada, com uma pessoa sentada… aguardando os usuários. Este modo é, ainda, um meio termo, pois troca-se um balcão por uma mesa, ficando o “recepcionista” aguardando os acontecimentos.

Mas já existem casos em que existe uma pessoa que tem a vibração do acolhimento, tem poder de decisão e muita compaixão pelos usuários que chegam. Porém, estes usuários não vão para um balcão ou uma mesa, já que o “recepcionista” está ali na porta de entrada e vai ao encontro do usuário, considerando a linha “Como posso ajudar?”.

Este acolhimento é colaborativo… e dinâmico, auxiliando na solução rápida dos problemas, já que este “recepcionista-acolhedor” pode encaminhas usuários, “furando a fila” para os realmente mais necessitados e dando soluções rápitas e objetivas. Este éum dos caminhos para um atendimento acolhedor e com resolução dos conflitos. Experimente!

Quer saber mais, ligue para 14-8153-1885 ou escreva para contato@humanizabrasil.org.br.

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Humanização na saúde: rodando a roda… contrareferenciando para a rede – por Sônia Cardoso Moreira Garcia

SONIAA(Psicóloga Clinica e Hospitalar, trabalha no Hospital Municipal da itatiaia/RJ e no Hospital de Emergência de Resende/RJ. É militante da humanização e do acolhimento; e colaboradora da Humaniza Brasil)

Ouvir o desejo do outro não é, necessariamente, atendê-lo. Mas incluí-lo através da nossa escuta e dos limites.

Conhecendo a Rede, pensando nas possibilidades de pactuação de encaminhamentos, elaboramos o Projeto Piloto de Sistema de Contra Referência na Porta de Entrada do Hospital Municipal Henrique Sérgio Grégori: Este é um novo Protocolo que dá continuidade ao do Acolhimento com Classificação de Risco, validando-o ainda mais. Este segundo, classifica os usuários de acordo com seu grau de adoecimento, agudo ou crônico, e sua complexidade. Desta forma há usuários que são classificados em nível baixo de complexidade, em cor azul, com demanda de ambulatório, de consulta sem urgência ou emergência.

Estes usuários são os que podem ser contra referenciados para suas unidades de origem, seus PSFs.
Digo podem, pois a eles é dado o direito de não aceitarem a contra referência e esperarem ou não, pelo tempo previsto pelo Ministério da Saúde para atendimento de usuários de ficha azul, ou seja, entre 4 ou 5 horas podendo variar para mais ou para menos.

O Sistema de Contra Referência é um  modo de organização dos serviços configurados em redes sustentadas por critérios, fluxos e mecanismos de pactuação de funcionamento, para assegurar a atenção integral aos usuários. Na compreensão de rede, deve-se reafirmar a perspectiva de seu desenho lógico, que prevê a hierarquização dos níveis de complexidade, viabilizando encaminhamentos resolutivos (dentre os diferentes equipamentos de saúde), porém reforçando a sua concepção central de fomentar e assegurar vínculos em diferentes dimensões: intra-equipes de saúde, inter-equipes/serviços, entre trabalhadores e gestores, e entre usuários e serviços/equipes.

Este Sistema garante a adscrição do usuário nos PSFs e a efetivação de vínculos entre as partes envolvidas. Para o sucesso deste Sistema é necessário que a Rede e os Gestores estejamos afinados e isso, nós estamos. Aos poucos estamos mudando uma cultura onde a população busca a emergência e a urgência médica sem demanda para tal, promovendo um enorme gargalo dos atendimentos de emergência, na emergência médica.

Ao usuário, após passar pela classificação de risco, é designada uma cor. Se for a azul ele será chamado pelo médico que o avaliará e solicitará à equipe de acolhimento a contra referência. A contra referência é feita formalmente, com encaminhamento  próprio e com resumo mínimo do caso para ser apresentado na Unidade de origem do usuário. Este usuário é atendido de acordo com a disponibilidade da agenda da Unidade, para que esse encaminhamento não se transforme em um privilégio de atendimento na Rede Básica. Em caso de necessidade de medicação para alívio dos sintomas e/ou outros procedimentos sugeridos pelo médico, eles são realizados e só depois o usuário é contra referenciado.

As equipes médicas do Hospital estão empenhadas na promoção saudável da contra referência, entendendo que os gestores estão imbuídos do desejo de fazer o que há de melhor pela população. Aderiram com profissionalismo e seriedade aos nossos esforços. vencemos as habituais resistências  por conta da seriedade com que trabalhamos. Com grande parceria estamos juntos, oferecendo um serviço em saúde,  humanizado e de qualidade.

* A Humaniza Brasil está feliz por ter como uma de suas colaboradoras a psicóloga Sonia, que tem sido militante da humanização na saúde com humildade e perseverança. Parabéns!

Blog da Humaniza Brasil

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