Acolhimento: mudar o foco… da doença para o doente… e do doente para a pessoa como um ser humano integral

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Muito se fala hoje em dia sobre “acolhimento”, porém, a realidade em muitas unidades de saúde ainda está longe de abrigar acolhimento como atitude de resolução de problemas dos usuários. A política nacional de humanização fala de acolhimento, muitos pesquisadores falam de acolhimento, porém, muito temos que experimentar e aplicar as experiências positivas. Ou seja: não há um único caminho, uma única solução… mas experiências que precisam ser experimentadas. Apesar da redundância, é isso aí mesmo: experimentar e verificar resultados.

Não há modelos prontos e acabados, porque cada unidade de saúde tem a sua realidade, juntamente com a realidade e as necessidades de cada secretaria de saúde e cada município. Então, não é nada simples se realizar o acolhimento. Claro que estamos colocando um foco específico, já que existem várias maneiras de se aplicar este dispositivo. E é bom deixar isso bem claro, pois a intenção é sempre compartilhar e ajudar cada interessado em aplicar o conceito de “acolhimento” na prática, no cotidiano do atendimento dos usuários, sejam do sistema público ou privado.

O primeiro ponto, na nossa opinião, é resgatar a ideia de mudança de foco: o trabalhador da saúde não pode olhar o usuário apenas por suas doenças, mas precisa perceber o ser humano integral que vai em busca de atendimento. Existe um ditado que fala assim: “não existem doenças, mas doentes”. Talvez esta seja a realidade da saúde no Brasil, que trata as pessoas mais com saúde curativa do que com saúde preventiva.

Então, esse ponto inicial, a mudança de foco em que o usuário é visto não como um doente apenas, mas como um ser humano, é essencial para o início da conversa sobre “acolhimento”. E este ponto é um fator importantíssimo na estão da humanização na saúde, que tanto tem aberto novos princípios nas unidades de saúde, públicas e privadas, do Brasil. E é claro que tem muito mais coisas além disso, mas este ponto inicial é de vital importância.

Quer saber mais sobre o nosso trabalho, ligue para 14-8153-1885 ou 14-3011-7560. E-mail: contato@humanizabrasil.org.br. Twitter: www.twitter.com/humanizabrasil.

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