Modelo da Cultura pode ser usado como exemplo e adaptado para a Saúde: humanização e acolhimento precisam ser ampliados.

Celio-Turino

Célio Turino é idealizador e gestor dos Pontos de Cultura, que poderiam ser "reinventados" pela saúde.

Muito se fala em humanização na saúde atualmente. Só aqui na Humaniza Brasil recebemos diariamente inúmeros e-mails de estudantes, gestores, trabalhadores e  profissionais buscando informações e mandando sugestões sobre humanização na saúde. Mas, um ponto é sempre lembrado por um ou outro contato: humanizar humanos é algo intrigante! E é mesmo. Porém, é preciso que se entenda o que vem a ser exatamente isto.

Sabemos que o Governo Federal, através do Ministério da Saúde, fomentar as iniciativas de humanização na saúde. Isso já acontece há 10 anos e é algo muito importante para os usuários do SUS e para os trabalhadores da saúde. Porém, queremos refletir uma questão: não seria interessante a descentralização real das ações governamentais em humanização na saúde? Não que o trabalho oficial não seja interessante e importante, muito pelo contrário. Mas, poderiam existir projetos ou programas que pudessem dar pernas ao municípios quando o assunto fosse humanização na saúde.

Peguemos um exemplo de descentralização que ocorre no próprio governo federal: os pontos de cultura propostos pelo Ministério da Cultura. Talvez, o modelo de fomento e empoderamento que a Cultura quer, possa servir de exemplo para o Ministério da Saúde. O caminho poderia ser empoderar as bases da saúde para ampliar o trabalho de humanização e acolhimento. As experiências que existem em todo o Brasil em humanização na saúde poderiam servir de exemplo real para ampliar a rede de produção de saúde. Lembramos que os pontos de cultura, programa idealizado por Célio Turino, secretário nacional de cultura de cidadania do Ministério da Cultura.

Isto é apenas a ponta de um imenso novelo que o Brasil desenrola. Humanização é necessidade básica e acolhimento é gestão estratégica. A Humaniza Brasil valoriza o trabalho das redes de produção de saúde no Brasil e está, dentro do grupo de estudos de humanização na saúde David Capistrano, buscando novos caminhos para treinamentos e aplicação de gestão humanizada e acolhedora.

Quer saber mais, ligue para 14-81531885 ou 14-3011-7560. Ou mande e-mail: contato@humanizabrasil.org.br.

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03 2010

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