Humanização na saúde custa muito? – por Cintia de Melo

(Estudante de comércio Exterior na Fatec/Americana, Intercambista no momento, estudando gestão comercial na Universidade do Texas, Professora de inglês para estrangeiros e morando em San Antonio, Texas/EUA)
Ao pisar no aeroporto de Guarulhos,algumas horas antes de embarcar com destino aos E.U.A, reparei que várias pessoas usavam aquela famosa máscara , por medo de contrair o famoso vírus h1n1. Naquele momento, percebi que a situação era real. Será que eu devia me preocupar?
Cheguei aqui nos Estados Unidos em um calor que girava entre 40 e 43 graus todos os dias. E os alertas começaram a aparecer. No rádio, na televisão e nas ruas. A gripe suína chegou com tudo por aqui. Mas diferente do Brasil, aqui as pessoas não fazem um tremendo escândalo. Não tentam comparar com a antiga peste negra. E acredito que parte disso seja porque se eles precisarem de apoio, sabem que terão onde procurar.
Certa manhã, acordei com náuseas, dor de cabeça e febre. E pensei : “Será?” . Pela primeira vez, fui a um hospital no exterior. Chegando lá, a primeira coisa que procurei foi alguma fila ou cadeira para sentar e esperar, como de costume no Brasil.
Imediatamente, uma mulher veio até mim, muito simpática e sorridente. Pegou algumas informações, perguntou o motivo da visita e já me encaminhou para um consultório. Expliquei tudo ao médico, ele me pediu alguns exames, e me entregou alguns remédios gratuitamente.
Demoraria algumas horas até que os exames ficassem prontos. Aguardando em casa, recebi uma ligação. Era o mesmo médico que me atendeu, dizendo: “Fico muito feliz em te dizer que você está livre do vírus, mas continue tomando os remédios, e se tiver alguma dúvida pode me ligar. Tenha um bom dia”. Esta foi a maneira acolhedora e humanizada que recebi no tratamento da minha saúde.
Isso me fez pensar como tudo isso funciona no Brasil. Acredito que a área de saúde tem melhorado no Brasil, mas ainda temos uma longa caminhada pela frente. Gostaria muito que na minha pátria amada as coisas funcionassem do mesmo jeito que funcionam nos Estados Unidos. A minha saúde naquele momento melhorou 60 % apenas por causa do modo como fui atendida e de toda atenção que recebi. Percebi o que é humanização na saúde.
Sei que estou um pouco errada em querer comparar os dois países, mas de tudo, o que mais me chamou atenção foi a forma como fui tratada, mesmo sendo estrangeira. E eu me pergunto: quanto custa aos cofres públicos o profissional da saúde atender de forma humanizada e acolhedora? Tomara que um dia o nosso país alcance tamanha excelência nessa área tão importante para o desenvolvimento do país.

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estou muito feliz(mais uma vez dizendo0 de participar deste trabalho.
vamos la Brasil,a gente consegue.
Fico mais feliz ainda em ver a publicação de um post da minha ex-aluna de cursinho Cintia. Feliz pelo conteúdo e pela linguagem. É bom ter contribuído com você. Mas, você tem razão: será que custa muito caro para um profissional da saúde ser acolhedor? Estamos juntos nessa luta!